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‘VINGADORES 3, ‘PANTERA NEGRA’ E ‘THOR: RAGNAROK’ FIZERAM MARVEL SAIR SOBERANA NA #SDCC 2017

Marvel lançou várias pistas de como serão seus futuros filmes, público ficou em êxtase com trailer exclusivo de ‘Vingadores 3’.

POR AILTON RODRIGUES
NATAL/RN

Mesmo concordando com meu amigo Iaslan Nascimento quando ele disse que a DC Comics apresentou muita coisa legal nessa San Diego Comic Com 2017, achei injusto não darmos ênfase ao painel da Marvel que por coincidência (ou não) foi no mesmo dia do da DC… Só posso dizer que a Marvel saiu soberana!

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Poster de Vingadores 3.

Primeiro devemos começar falando do trailer ainda não veiculado de ‘Vingadores: Guerra Infinita’ que deixou os fãs alucinados, desde o ano passado que os produtores prometem mais de 60 heróis juntos para enfrentar o terrível Thanos e sua manopla (que aparece com apenas 3 joias do infinito). Sem dúvida será o filme mais esperado de 2018.

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Capitã Marvel (Brie Larson) será o primeiro na linha cronológica da Marvel.

Além disso, a empresa anunciou que o filme da Capitã Marvel, que também é extremamente importante em Guerra Infinita nos quadrinhos, se passará na década de 1990, ou seja, será o primeiro filme da linha cronológica dos heróis, antecedendo o Homem de Ferro 1. Agora ainda não sabemos como vão encaixá-la em Guerra Infinita parte 2.

Comic-Con International 2016 - Marvel Studios Presentation
Elenco de Pantera Negra.

Outra grande atração foi ‘Pantera Negra’ que teve um novo trailer completo, também exclusivo para quem foi a SDCC, apresentando oficialmente o Garra Sônica e os outros personagens que trazem Lupita Nyongo’o, Michael B. Jordan e grande elenco. O detalhe é que o trailer foi APLAUDIDO DE PÉ! Promete ser fantástico visualmente e na ação. Chega logo fevereiro!!!

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Novo cartaz de ‘Thor: Ragnarok’

Para fechar os grandes momentos da Marvel na SDCC falta falar de ‘Thor: Ragnarok’ que lançou um trailer altamente formidável com muitas nuances de humor e várias pontas que irão desembocar em Guerra Infinita. Foi visto por lá um Hulk que pensa (e fala), uma Cate Blanchet que promete ser divina como vilã (Hela) e uma sequência de diálogos bem legais entre Hulk e Thor… Ah e a confirmação de que os autores buscaram ser bem fieis aos quadrinhos em alguns aspectos. Veja o trailer abaixo:

Foram apresentados também o filme ‘Homem Formiga 2’ e a série ‘Os Defensores’… Haja papo para termos aqui no Contador de Causos! #Ansioso.

Nós estaremos de olho. Até qualquer hora!

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Apesar do vilão fraco, Doutor Estranho é mais um triunfo da Marvel

POR ROBERTO SADOVSKI
UOL/SP

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Doutor Estranho é outro filme sólido, divertido e empolgante de ponta a ponta saído do forno da Marvel. Pois é, mais um filme do estúdio que acerta no alvo. O estúdio aperfeiçoou sua fórmula a tal ponto que, a cada novo filme, a plateia é bombardeada com os mesmos elementos familiares e, ainda assim, ganha uma experiência totalmente nova. Porque a Marvel não faz ”filmes de super-heróis”. Faz aventuras de gêneros diversos que calham habitar o mesmo universo, algumas absolutamente sensacionais (Guardiões da Galáxia), outras cumprindo sua função narrativa/decorativa (Thor: O Mundo Sombrio). Mas poucas tem um protagonista tão carismático como Benedict Cumberbatch. E isso, acredite, faz toda a diferença.

Em seu cerne, Doutor Estranho é um filme de origem. Como tal, segue beats narrativos que acompanhamos desde o primeiro Homem de Ferro, lá em 2008. Assim como Tony Stark, o neurocirurgião Stephen Strange (Cumberbatch) é o melhor no que faz, tem o mundo a seus pés e não esconde uma mistura incômoda e irresistível de arrogância e prepotência. Essa é sua maior fraqueza: tire o que faz dele tão ”superior”, e temos um homem perdido. É o que acontece quando Strange sofre um acidente de carro que esmigalha suas mãos. Mesmo com meia dúzia de cirurgias, ele jamais poderá operar novamente. Em desespero, ele torra suas últimas economias para chegar em Catmandú, longe da ciência convencional ocidental, em busca da única pessoa capaz de curá-lo.

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Nesse ponto, Doutor Estranho joga para o alto as convenções da ”fórmula Marvel” e mergulha fundo em uma verdadeira viagem de ácido, que traduz em celulóide o universo místico do personagem nos quadrinhos. A verdade é com cada novo produto em cartaz, o estúdio expande seus horizontes. Desta vez, o resultado é uma experiência visual única: é o momento em que Strange encontra a Anciã (Tilda Swinton), Mago Supremo de nossa realidade, e descobre na prática o quão estranho, vasto e bizarro o mundo pode ser. Com um toque, o mundo se torna um caleidoscópio de cores e sons, um filho bastardo de 2001 com que deixa Interestelar no chinelo. É aí que Stephen Strange começa seu trinamento, amparado por Mordo (Chiwetel Ejiofor) e Wong (Benedict Wong). E nós, do lado de cá, somos irremediavelmente fisgados.

A essa altura, está claro que o Universo Cinematográfico Marvel segue uma linha editorial sólida. Assim como nos quadrinhos, existe um conjunto de regras para manter a coesão (visual, narrativa) entre os vários filmes do estúdio, ao mesmo tempo em que seus criadores, uma vez instruídos nos guidelines, se veem livres para tocar o barco. Quando o diretor é alguém como James Gunn ou os irmãos Russo, a assinatura do artista se torna bastante visível. No caso de Scott Derrickson (O Exorcismo de Emily Rose), o trabalho não surge tão distinto, e sim o de um artesão que move as peças e as encaixa na proposta da Marvel. Em outras palavras, ele mistura elementos familiares com a engrenagem que torna cada personagem único – além do bom humor, que aqui só perde para o clima leve de Guardiões da Galáxia. Quando a receita encontra um intérprete como Cumberbatch, o resultado é genial.

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O que não é o bastante para colocar Doutor Estranho no mesmo patamar de Vingadores ou Capitão América: Guerra Civil. Falta à aventura aquele momento de triunfo, a cena em que o cinema grita, aplaude e se empolga junto. O motivo pode estar no calcanhar de Aquiles de boa parte dos filmes com o selo Marvel: a falta de um vilão bom o bastante para elevar a jornada do herói. Madd Mikkelsen é um ator irretocável, mas não lhe é dado muito o que fazer como Kaecilius, outro mestre das artes místicas treinado pela Anciã que, para superar uma tragédia familiar (muito mal explicada), alia-se à entidade maligna Dormammu, que planeja sequestrar a Terra e adicioná-la à sua Dimensão Sombria. Kaecilius surge como um vilão genérico, que pouco tem a acrescentar a não ser como um espelho distorcido de Strange.

Se o vilão é fraco, visualmente Doutor Estranho é uma paulada nos sentidos. Além do passeio interdimensional que apresenta o personagem a várias realidades, o filme de Derrickson triunfa ao mostrar cenas de ação inovadoras, com a gravidade sendo reescrita constantemente e as leis da física indo para o espaço. É um balé visual preciso e inventivo, traduzido em sequencias que mostram que, mesmo com o exagero digital do cinema de entretenimento do novo século, ainda encontra um respiro de criatividade. O que inclui o clímax, que parece começar no mesmo set de Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado (medo!), mas culmina com Cumberbatch numa paisagem criada em CGI, encontrando uma solução narrativa original.

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Ah, Benedict… Assim como Robert Downey Jr.como Tony Stark ou Ryan Reynolds como Deadpool, o ator abraça o personagem – um homem de ciência descobrindo que a magia também tem espaço em nossa realidade – sem se importar nem por um segundo com seu potencial para descambar na paródia. Difícil imaginar outro astro capaz de mencionar termos como Olho de Agamotto ou Livro de Cogliostro (senti falta das Faixas Vermelhas de Cyttorak) com tamanha seriedade. Charme, uma língua afiada e humor ferino (imagino o quanto deve ter sido ridículo executar o gestual místico do bom Doutor no set, sem nenhum efeito especial para diminuir o rosto corado), fazem com que Cumberbatch alcance a dose exata de credibilidade para ”vender” a entrega de Stephen Strange de homem da ciência a candidato a Mestre das Artes Místicas. É um trabalho duro mas alguém tem de fazê-lo: Doutor Estranho mostra que, quando o assunto é levar personagens dos quadrinhos para o cinema, a Marvel ainda reina suprema.

ORIGINAL: http://robertosadovski.blogosfera.uol.com.br/2016/11/02/apesar-do-vilao-fraco-doutor-estranho-e-mais-um-triunfo-da-marvel/

VINGADORES: STEVE ROGERS NÃO SERÁ O CAPITÃO AMÉRICA NOS CINEMAS

POR 42 BITS

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Steve Rogers não é mais o Capitão América no Universo Cinematográfico da Marvel e no próximo Vingadores. Embora muitos assumissem que esse seria o caso depois que o personagem decidiu deixar seu escudo e traje para trás após a luta brutal com Tony Stark no final de Capitão América: Guerra Civil, os diretores do filme (bem, um deles) já oficializou essa partida.

“Eu acho que ele deixar cair o escudo é ele deixar também a identidade de Capitão América para trás”, disse Joe Russo quando solicitado a esclarecer a posição de Rogers durante uma entrevista com o The Huffington Post. “[É] ele admitindo que, certamente, a identidade do Capitão América estava em conflito com a escolha muito pessoal que ele estava fazendo.”

É claro que Steve Rogers voltará em Vingadores: Guerra do Infinito, mas é possível que vamos encontrá-lo vivendo sua vida como um simples civl – ou ele poderemos vê-lo usando uma nova identidade, nos quadrinhos quando isso aconteceu ele usou o codinome de Nômade (e um novo e horrível uniforme) – Isso também abre pano para um outro personagem aparecer nas telas : O Agente Americano, na falta de um Capitão América nos Vingadores seria ótimo ver John Walker ser introduzido nos cinemas como o substituto de Steve Rogers.

GUARDIÕES DA GALÁXIA ESTARÃO EM ‘VINGADORES: GUERRA INFINITA’, AFIRMA VIN DIESEL

Ator diz que os esquadrões da Marvel vão se encontrar no filme.

POR GUILHERME JACOBS
DA OMELETE

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O encontro entre os Guardiões da Galáxia e os Vingadores no cinema está cada vez mais próximo. De acordo com Vin Diesel, ator responsável por viver Groot, ambas equipes da Marvel vão, como esperado, se reunir em Vingadores: Guerra Infinita.

“Agora, os Guardiões vão ser inclusos em Vingadores: Guerra Infinita e isso é incrivelmente animador,” Diesel disse em uma transmissão ao vivo na sua fanpage no Facebook, no qual ele celebra o fato de ter passado de 100 milhões de curtidas na rede social.

Vocês ficaram sabendo antes de todo mundo,” o ator afirmou na conversa com fãs.

Obviamente isso não é uma confirmação oficial da Marvel, mas o fato de que os Guardiões vão interagir com os Vingadores não é uma surpresa, especialmente considerando que em Guerra Infinita, os heróis vão finalmente enfrentar o vilão Thanos, cuja conexão com o grupo de Groot é bem profunda.

Vingadores: Guerra Infinita tem estreia prevista para março de 2018, enquanto o quarto filme da franquia deve chegar aos cinemas em 2019. Já o lançamento de Guardiões da Galáxia 2 está marcado para 27 de abril de 2017.

Matéria Original em: https://omelete.uol.com.br/filmes/noticia/guardioes-da-galaxia-estarao-em-vingadores-guerra-infinita-afirma-vin-diesel/

THOR 3: MARVEL ANUNCIA ELENCO DO FILME

POR 42 BITS

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O Marvel Studios anunciou o elenco de Thor: Ragnarok a terceira parte da franquia do Deus do Trovão. O próximo filme terá o retorno de Chris Hemsworth para o papel titular pela quinta vez, mas, desta vez, ele terá uma leva de vilões para lutar.

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Quem será esse vilão? Será a Deusa Asgardiana da Morte, Hela, e ela vai ser vivida por Cate Blanchett (O Senhor dos Anéis). Juntos a ela estão Jeff Goldblum (Jurassic Park) como o Grão-Mestre irmão do Colecionador, Tessa Thompson (Creed) como a heroína clássica Valquíria (possível novo interesse amoroso de Thor) e Karl Urban (Star Trek Beyond) como Skurge também conhecido como O Executor. O companheiro Vingador de Hemworth e três vezes indicado ao Oscar Mark Ruffalo também foi confirmado para reprisar seu papel como Bruce Banner / Hulk.

Rostos que regressam dos filmes anteriores incluem Tom Hiddleston como Loki, Idris Elba como Heimdall, e Sir Anthony Hopkins como Odin. De acordo com o THR, Jaimie Alexander não vai reprisar seu papel como Lady Sif, devido a conflitos de agenda com a sua série de TV Blindspot, apesar de que isso possa ainda sofrer alterações. Nenhuma palavra ainda sobre a Guerreiros Três, interpretados por Zachary Levi, Tadanobu Asano, e Ray Stevenson.

Taika Waititi (O que fazemos nas sombras; caçar para a Wilderpeople) vai dirigir o projeto com um roteiro de Craig Kyle, Christopher Yost, e Stephany Folsom. Thor: Ragnarok chegará aos cinemas em 03 de Novembro de 2017.

‘X-MEN: APOCALIPSE’ ACERTA EM NOVOS HERÓIS, MAS SUBESTIMA VILÃO

Apocalipse é mal-aproveitado em novo filme sobre os mutantes da Marvel. Sequência de ‘Dias de um futuro esquecido’ estreia nesta quinta-feira (19).

POR BRUNO ARAÚJO E CESAR SOTO
G1, SÃO PAULO/SP

Cena de 'X-Men: Apocalipse' (Foto: Divulgação)

Como o vilão é messiânico, vale usar uma reflexão bíblica. “X-Men: Apocalipse”, que estreia no Brasil nesta quinta-feira (19), escreve certo por linhas tortas. O terceiro filme da segunda trilogia dos mutantes da Marvel acerta nas novas versões de heróis clássicos do grupo, como Ciclope e Jean Grey, e traz o espírito do desenho animado da década de 1990 – uma das encarnações mais queridas dos X-Men fora dos quadrinhos.

Porém, o novo trabalho do diretor Bryan Singer (e sua quarta produção sobre os mutantes) não tem a simplicidade e a coesão que ainda fazem de “Primeira classe” (2011) o melhor filme sobre o time de mutantes. “Apocalipse” desenvolve mal suas sub-tramas, constrange nas cenas de humor e subestima a força do vilão do título, e por isso é a parte mais fraca desse novo momento dos X-Men nos cinemas. Assista ao trailer acima.

Fim dos tempos
“X-Men: Apocalipse” se passa na década de 1980, 10 anos após os acontecimentos de “Dias de um futuro esquecido”. James McAvoy volta a interpretar o Professor Xavier, que desistiu do heroísmo para se dedicar totalmente a ajudar jovens mutantes a controlar seus poderes. Já Magneto – vivido novamente por um ótimo como sempre, mas entediado como nunca, Michael Fassbender – substituiu seu ódio por uma vida tranquila, sob anonimato, ao lado da esposa e da filha.

Toda essa paz acaba (é claro) com o retorno de En Saban Nur, ou Apocalipse, considerado o primeiro mutante da história. Sua grande habilidade é absorver os poderes de outros mutantes, e graças a isso ele chegou muito perto de dominar o planeta no Egito antigo… até ser traído e preso em uma pirâmide gigantesca com o maior defeito estrutural de uma super arma desde a Estrela da Morte.

Apocalipse é a grande ameaça aos mutantes em 'X-Men: Apocalipse' (Foto: Divulgação)Apocalipse é a grande ameaça aos mutantes da Marvel em ‘X-Men: Apocalipse’ (Foto: Divulgação).

A aparição de Apocalipse é um pedido antigo dos fãs dos quadrinhos, mas acaba sendo um dos problemas do novo filme. Além do seu plano raso, sem gravidade alguma, de destruir a tudo e a todos para liderar os sobreviventes, a versão cinematográfica do vilão consegue a proeza de parecer poderoso demais para os mocinhos no começo… mas incapaz de oferecer perigo algum no final.

En Saban Nur vaporiza humanos com um piscar de olhos e consegue ampliar enormemente os poderes de seus “cavaleiros”, um grupo de mutantes escolhido para governar ao seu lado. Mas são os pupilos (que mereciam muito mais tempo em cena para terem o nível de ameaça de seu mestre) que vão às vias de fato com os X-Men. E Apocalipse acaba encerrando sua participação medindo forças com artifícios de roteiro tirados da cartola, e não com os super-heróis. Ele merecia mais.

A caracterização do vilão também não ajuda. Os trailers já indicavam o que vinha pela frente, mas havia esperança por um tapinha no visual final. Pedido negado. É impossível olhar para o vilão nos cinemas e não lembrar de Ivan Ooze, o inimigo púrpura do filme de 1995 dos “Power Rangers”. Nem mesmo a presença do badalado Oscar Isaac (“Star Wars: Episódio VII – O despertar da força”) salva, mergulhado debaixo de tinta roxa e acessórios cafonas.

Jean Grey, Noturno e Ciclope em cena de 'X-Men: Apocalipse' (Foto: Divulgação)
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Jean Grey (Sophie Turner), Noturno (Kodi Smit-McPhee) e Ciclope (Tye Sheridan) em cena de ‘X-Men: Apocalipse’ (Foto: Divulgação)

CATACLISMA DE CONFUSÃO
A ameaça de Apocalipse não vem só. E entre o Professor Xavier enfrentando novas mentes poderosíssimas, Magneto buscando (e desistindo) a redenção, um novo vilão, mais mutantes e a tentativa de estabelecer um universo funcional e cheio de personagens como o dos Vingadores, há muita coisa acontecendo em “X-Men: Apocalipse” de forma superficial.

Histórias paralelas, como o parentesco entre Mercúrio e Magneto e a formação dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse, são muito mal-exploradas. E não é por falta de tempo, já que o filme bate na casa das 2h30 de projeção. Já a participação de Wolverine, por mais que seja um grande serviço aos fãs, serve apenas para desviar o foco de uma trama que já tinha de lidar com muitos elementos em cena.

O que é uma pena, pois as novas versões de Jean Grey (Sophie Turner) e Ciclope (Tye Sheridan) desenvolvem uma relação promissora para o futuro da franquia. Ao contrário da trilogia original de filmes, em “X-Men: Apocalipse” o jovem Scott Summers já vai mostrando sua vocação para a liderança, enquanto Jean Grey transmite com mais credibilidade a instabilidade dos seus poderes – e a eventual evocação de uma tal de Fênix.

Cena de 'X-Men: Apocalipse' (Foto: Divulgação)Tempestade (Alexandra Shipp), Apocalipse (Oscar Isaac) e Psylocke (Olivia Munn) em cena de ‘X-Men: Apocalipse’ (Foto: Divulgação).

A força de “Primeira classe” estava exatamente na simplicidade. Mesmo os clichês do gênero se encaixavam na proposta de ser uma espécie de homenagem mutante aos filmes sobre espiões e a Guerra Fria.

Já “Apocalipse” peca na megalomania. Em uma cena, Jean Grey deixa o cinema após assistir “Star Wars: Episódio VI – O retorno de Jedi” e diz: “o terceiro filme é sempre o pior”, no que parece ser uma indireta a “X-Men: O confronto final” (2006), responsável por enterrar a trilogia original. Ironicamente, o novo filme não foge completamente de cometer os mesmos erros.

“X-Men: Apocalipse” está longe de ser ruim como o longa dirigido por Brett Ratner, mas também não é memorável. Se fôssemos ranquear as produções de super-heróis de 2016, ele se encaixaria naquela categoria “espere sair em DVD”. “Capitão América: Guerra Civil” segue liderando como o filme “pare o que está fazendo e vá ao cinema” do ano, enquanto “Batman vs Superman: A origem da justiça” não merece sua atenção.