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ENTENDA O CAOS DA SOMÁLIA, MARCADO PELO PIOR ATENTADO DO ANO

ATUALIZADO EM 21/10 – O número de mortos chegou a 358, o que faz do atentado o mais mortal do mundo desde janeiro de 2015, quando o Boko Haram massacrou até 2 mil pessoas em Baga, na Nigéria.

POR FELIPE VAN DEURSEN
DA SUPERINTERESSANTE

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Foto: Feisal Omar/Reuters

Um caminhão com centenas de quilos de bombas explodiu perto do Ministério das Relações Exteriores da Somália. Duas horas depois, outra explosão ocorreu na região da Universidade Nacional Somali. Duas áreas movimentadas, em uma cidade de 1,5 milhão de habitantes. Isso foi no sábado 14 e, enquanto as buscas nos escombros continuam, o número de mortos já passa de 300. Pode subir ainda mais, por causa dos corpos incinerados na onda de calor ou severamente mutilados pelas explosões. Mogadíscio foi alvo mais uma vez do terror.

Talvez isso tenha passado batido. Mas foi o pior atentado do mundo desde julho de 2016, quando uma série de bombas em um mercado de Bagdá matou mais de 320 pessoas (não, o pior dos últimos tempos não foi o de Paris).

O ataque foi atribuído ao grupo radical islâmico Al Shabab, parceiro da Al Qaeda no Chifre da África. Nos últimos anos, conforme perdia territórios e poder, a milícia intensificava os ataques, seguindo um padrão de comportamento comum a terroristas acuados, tiranos à beira da derrota, cães raivosos e goleiros desesperados que correm para o outro lado do campo em busca de um gol salvador.

Quanto mais território a Al Shabab perdia, mas terror tocava. Em 2013, membros do grupo abriram fogo e mataram 67 pessoas em um shopping de Nairóbi, Quênia – país fronteiriço para onde a Al Shabab se direcionou com as derrotas em território somali. Em 2015, pior ainda: os terroristas mataram 148 pessoas na Universidade de Garissa, também no Quênia.

Apesar de os ataques de 2015 terem sido direcionados a cristãos e de que a Al Shabab já exterminou cristãos em outras ocasiões e em outros países, o mais recente atentado não mirou a religião – afinal, aconteceu na própria capital desse país 99,8% muçulmano.

CONTEXTO HISTÓRICO

Para tentar entender o caos que assola o país há décadas, voltar à Guerra Fria ajuda. Os somalis, como quase toda a África, constituíam um país jovem. Após 90 anos divididos entre italianos e ingleses, eles se unificaram em 1960. A bandeira com a estrela de cinco pontas representa os cinco grupos que constituíam a Somália histórica. Os da colônia italiana, ao sul, e os da colônia inglesa, ao norte, estavam juntos. Mas ainda faltavam aqueles nos vizinhos Djibuti, Etiópia e Quênia.

Em 1974, a Somália, país maior que Bahia, Sergipe e Alagoas juntos, cheio de montanhas no norte e planícies no sul, sentia os acontecimentos conturbados que mudariam o destino da Etiópia. Uma ditadura militar comunista tomou o poder no país, destronando o rei-divindade-rastafári Hailé Selassié. Três anos depois, em um golpe dentro do golpe, Mengistu Haile tornou-se o ditador, adotando uma postura violenta, que massacrava até mesmo os próprios comunistas do país.

Enquanto Mengistu Haile estava ocupado caçando outros comunistas e matando o povo de fome, o ditador da Somália, general Siad Barre, tinha seus próprios planos. Naquele mesmo 1977, ele invadiu o Deserto de Ogaden, a área etíope habitada por somalis.

Pausa para um contexto global. Anos 70, Guerra Fria rolando, aquele conflito tenso em que americanos e soviéticos dividiram o mundo entre si, mas não entraram em guerra oficial e diretamente (apesar de terem participado, quando não causado, de uma série de conflitos no planeta, o que faz a gente se perguntar o quão “fria” a guerra foi…). Mengistu, como é de se imaginar, era apadrinhado da União Soviética. O problema é que Barre também era, então Moscou não queria saber de uma guerra entre aliados.

A URSS tentou demover o general somali da ideia. Não deu certo, Moscou deixou Barre à própria sorte, o general debandou para o lado americano do War da Guerra Fria e acabou, mesmo assim, invadindo o deserto. Os etíopes, com a ajuda de cubanos (já que uma mão a mais nunca é demais) expulsaram os invasores, em 1978. Quase 1 milhão de somalis de Ogaden se refugiaram na Somália.

Mesmo derrotado, Barre se manteve no poder até 1991, ano em que também caíram a ditadura de Mengistu Haile e a URSS. A Somália virou um país inviável, com clãs digladiando pelo poder. Tropas da ONU e dos EUA intervieram. Em 1993, dois helicópteros americanos foram derrubados, para a humilhação de Washington (a história rendeu o filme Falcão Negro em Perigo, de Ridley Scott).

O desgoverno na Somália seguiu firme nos anos seguintes. Em 2006, uma nova força na guerra surgiu, a União das Cortes Islâmicas (UIC), um grupo de milícias que queria instaurar um Estado islâmico no país. Uma ação militar da Etiópia, agora com apoio dos EUA, enfrentou a UIC, junto com o governo pró-Ocidente. Em 2007, o número de refugiados no país chegou a 1 milhão.

A bagunça generalizada também propiciou o surgimento de piratas no Golfo de Áden. Em 2009, foram 214 ataques, e um deles ficou famoso, graças a Tom Hanks, no filme Capitão Philips. Naquele ano, as tropas etíopes se retiraram, e o vácuo foi aproveitado pela Al Shabab, que conquistou várias porções do país. Em 2011, uma missão de paz da União Africana, a Amisom, retomou a ofensiva militar, com apoio americano. Ao mesmo tempo, uma grave seca, aliada à violência, deixou 260 mil mortos.

Até o ano passado, os redutos do grupo terrorista se reduziram drasticamente. Em fevereiro de 2017, Mohamed Farmaajo tornou-se presidente da Somália, com um discurso de “início de uma era de união”. Mas os ataques de sábado ainda questionam a viabilidade do país. Lá se vão 26 anos, o que deixa a Somália um lugar difícil de ser superado em termos de caos.

DESGRAÇAS

Não precisava ser assim. Diferentemente de muitas outras nações africanas, trata-se de um país com basicamente um povo (98,3% somali), apenas dois idioma majoritários (somali e árabe), uma religião (Islã) e diversos elementos culturais em comum, em um território vasto, dono do maior litoral da África continental, com mais de 3 mil quilômetros, às margens de uma região globalmente estratégica, entre o Golfo de Áden e o Oceano Índico. Além disso, o país tem, possivelmente, grandes reservas de petróleo.

E aí chegamos a outra questão problemática. Como (quase) sempre.

Para especialistas em geopolítica árabe como o diplomata etíope Mohamed Hassan, o interesse dos EUA em enfrentar os clãs trazia, embutida, a intenção de manter o país fragmentado. Eles temeriam que, caso a Somália se torne um país um pouco mais organizado e que consiga explorar suas próprias fontes de petróleo e exportá-las, ela seguiria o exemplo do Sudão: o petróleo que os americanos descobriram no país há 30 anos hoje não é vendido aos EUA, mas à China.

Então, não seria do interesse de Washington um Estado forte no bico do Índico, muito mais perto da Índia e da China do que do Texas, com potencial de alimentar um polo econômico no Índico africano (o que era um sonho de Nelson Mandela). Além do mais, autoridades somalis já estão negociando a exploração petrolífera no país com os chineses. A Guerra Fria acabou, mas o país segue em um jogo insalubre e insustentável entre as grandes potências.

Existe também a possibilidade da fragmentação. A Somalilândia, região semidesértica na costa do Golfo de Áden, mais tranquila do que o resto, luta pelo reconhecimento de sua independência desde 1991. Enquanto isso, a tragédia segue seu ritmo, com pouco interesse despertado do mundo. O caos é tão grande que nem há estimativas consistentes de baixas. Os números giram de 500 mil a mais de 1 milhão de mortos desde 1991.

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Fonte Original: https://super.abril.com.br/blog/contaoutra/entenda-o-caos-da-somalia-marcada-pelo-pior-atentado-do-ano/

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POR QUE ÀS VEZES DAMOS UM TREMELIQUE AO URINAR?

POR SUPERINTERESSANTE

SUPERITERESSANTE

Essa me acompanha a cada ida ao banheiro: por que às vezes damos um tremelique ao urinar?

 – Júnior Ramos, Mirabela, MG

Uuuui, adrenalina pura, Juninho.

Quando você, humano, urina, o sistema nervoso parassimpático contrai a bexiga. No mesmo instante, o sistema nervoso simpático é inibido para que o canal urinário relaxe e libere o xixi.

Encerrado o serviço, o parassimpático dá uma brecha para que o simpático entre em ação. Ele bloqueia a saída da urina com uma descarga de hormônios – adrenalina inclusa – que causa o siricutico.

Fonte: Fernando Almeida, urologista do Hospital Sírio Libanês.

 

ORIGINAL: https://super.abril.com.br/blog/oraculo/por-que-as-vezes-damos-um-tremelique-ao-urinar/

POR QUE RECÉM-NASCIDOS TÊM UM CHEIRO TÃO GOSTOSO?

POR ANA CAROLINA LEONARDI
EM SUPERINTERESSANTE

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Foto: FamVeld/iStock

É só chegar em uma maternidade para se deparar com dezenas de visitas ansiosas para cheirar os mais novos humanos. Não é só tradição, tipo nunca admitir que um bebê é feio: o cheiro de um recém-nascido existe e seu encanto já foi comprovado cientificamente.

Um estudo internacional, que envolveu pesquisadores da Suécia, dos EUA e da Alemanha, mostrou que mulheres, quando expostas ao cheiro de um bebê nascido a dois dias ou menos, têm uma reação cerebral similar a de usar drogas ou comer algo muito gostoso. O sistema de recompensa no cérebro se ativava com o cheiro até de recém-nascidos desconhecidos, independentemente da mulher ter filhos ou não.

Por que o cheiro gera uma reação tão forte?

O olfato é um dos sentidos mais ricos que possuímos: seu nariz tem até 25 milhões de receptores olfativos únicos, que se combinam para criar uma grande diversidade de cheiros. Mas essas informações podem passar batidas para você – não ficam tão claras quanto a visão e o tato. Por isso mesmo, elas são fortes gatilhos de memória. Um cheiro que você não sabe nem quando sentiu pode, de repente, transportar você a uma lembrança específica ou gerar fortes sensações

PRA ONDE VAI A GORDURA QUANDO VOCÊ EMAGRECE?

Ela até queima, mas sai mesmo pelos pulmões e pela urina.

POR FÁBIO MARTÓN
DA SUPERINTERESSANTE

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Na ficção, o Hulk pode crescer e encolher do nada. No mundo real, onde os átomos da matéria são sempre os mesmos, o doutor Bruce Banner teria que comer uma vaca para virar gigante verde – e perder essa vaca para voltar a ser franzino. Por onde sai então a matéria que constitui a gordura? Se você pensou no “número 2” do banheiro, passou longe. A maior parte da gordura sai na forma de água e gás carbônico.

O principal combustível do organismo é a glicose, um tipo de açúcar. Apenas quando falta glicose no sangue é que a gordura é usada. Mas não diretamente: ela é triturada em partes de oxigênio, carbono e hidrogênio. O oxigênio é queimado e vira energia, em um processo que tem dois subprodutos: CO2,que sai pelos pulmões, e água, eliminada no suor e na urina. É por isso que quem emagrece rápido costuma fazer tanto xixi. E é por isso que os exercícios aeróbicos, que fazem você respirar mais rápido, são aqueles que fazem você perder mais peso.

Sai desse corpo

Como a gordura é quebrada, queimada e expelida

1. Sem glicose, vem gordura
O combustível titular do corpo é a glicose. Quando ela acaba, as células de gordura liberam seu conteúdo, os triglicérides, que contêm oxigênio, hidrogênio e carbono.

2. Por partes
Os triglicérides precisam ser transformados para passar pela membrana das células. Por diversas reações complexas, eles viram ATP, o combustível das células.

3. Ventilação
Falta ainda um elemento da equação: o ATP só vira energia quando recebe um banho de oxigênio. Esse oxigênio vem da respiração, através dos glóbulos vermelhos.

4. Na fogueira
O ATP é queimado (para usar um termo mais técnico, “oxidado”) e se transforma na energia que o organismo estava pedindo. Essa queima tem dois subprodutos: água e gás carbônico.

5. Sobra água
A água que sobra tem de sair. Quem faz dieta sem exercício pode aumentar a frequência dos xixis, mas quem comparece à esteira perde essa água pelo suor.

6. Sobra gás
O carbono que sobra se junta ao oxigênio e vira CO2, que retorna aos glóbulos vermelhos e vai parar nos pulmões, e dali é expelido pela respiração.

Fonte: Marcio Mancini, presidente do departamento de obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

Original: http://super.abril.com.br/saude/pra-onde-vai-a-gordura-quando-voce-emagrece/

A DIVULGAÇÃO ATABALHOADA DA PF CRIOU MAIS PÂNICO DO QUE DEVERIA

POR ALEXANDRE VERSIGNASSI
DA SUPERINTERESSANTE

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Foto: Grandriver/iStock 

O Brasil levanta US$ 14,5 bilhões por ano com exportação de carne. Temos mais cabeças de gado no país (215 milhões) do que gente (204 milhões). Levando em conta que imposto sobre exportação é de 30%, o governo recebe tanto dessa indústria a cada TRÊS MESES quanto ganhou com a última rodada de privatização de aeroportos (US$ 1,2 bi).

Tudo isso só mostra o quanto a operação Carne Fraca é importante. Melhor que a indústria leve um safanão de uma vez do que vê-la perder mercado gradativamente, até que o Brasil volte à hoje inimaginável situação de importador líquido de carne.

A operação é valiosa. Ponto. Mas não dá para dizer o mesmo da forma como ela foi divulgada pela Polícia Federal. O atabalhoamento colocou no mesmo barco frigoríficos pêgos vendendo carne estragada com outros que nem chegaram a ser acusados disso.

E tem o caso do papelão. Agora, que vários técnicos de universidades já foram ouvidos, está claro que se foi um mal entendido da Polícia Federal. Tudo leva a crer que, de fato, não existe carne com papelão – para começar, ele faria a carne apodrecer mais rápido, o que só traria prejuízo para a indústria. Só tem um problema: a maior fonte de informação de boa parte dos brasileiros não é nem o Facebook. São os memes de internet. E a ideia da carne com papelão é matéria-prima perfeita para memes de primeira linha, como você tem visto no Whatsapp.

A PF nunca foi tão atuante, e importante, para o País. O problema é que isso parece ter contaminado parte do bom senso da instituição. A divulgação da Carne Fraca na sexta-feira precisava de um técnico que fosse para tirar dúvidas da imprensa – e do público. Pintar virtualmente todos os produtores de carne do país como bandidos, questionar a qualidade de toda proteína animal brasileira e criar novas lendas urbanas, do papelão na carne à ideia de que toda carne produzida no Brasil está condenada, mancha parte do que a operação tem de bom.

Os efeitos deletérios para a economia já começam a vir: a Coreia do Sul já barrou nosso frango, China e Chile, nossa carne, e a União Europeia planeja suspender os frigoríficos investigados. Nada disso significa que uma divulgação mais madura da PF evitaria esses bloqueios. O mercado de proteína animal é tão sensível a questões sanitárias que mesmo se o anúncio fosse feito por uma bancada de cientistas, como o devido cuidado para não gerar informações falsas, nossa carne de exportação acabaria pagando o pato do mesmo jeito. Mas nada justifica a proliferação de exageros e erros. Aí já é papelão.

ORIGINAL: http://super.abril.com.br/blog/crash/a-divulgacao-atabalhoada-da-pf-criou-mais-panico-do-que-deveria/

METADE DAS ESPÉCIES ANIMAIS PODE SUMIR ATÉ O FINAL DO SÉCULO

Buscamos vida em outros planetas enquanto aqui na Terra ela é dizimada bem debaixo do nosso nariz.

POR QUE É IMPORTANTE CONVERSAR SOBRE SEXO COM SEUS FILHOS

Quanto menos informada sobre sexo for a criança, mais precoce e aleatória será sua iniciação sexual – e, com isso, mais arriscada.

Quanto mais cegonhas, mais bebês

Estatísticas enganam. Se mal-interpretadas, provam até que cegonhas trazem bebês

Para mostrar o quão mal-interpretadas estatísticas podem ser, o físico britânico Robert Matthews se deu o trabalho de comparar, em 17 países europeus, os dados de observação de pares de cegonhas e o número de nascimentos. Depois, estabeleceu o coeficiente de correlação entre os dois. O resultado foi surpreendente. Países europeus com mais cegonhas têm também mais bebês recém-nascidos.

Primeiro vamos entender o que é coeficiente de correlação. Quando duas variáveis não têm nenhuma correlação, o coeficiente é 0. Quando essa correlação é perfeita, o coeficiente é 1. No caso das cegonhas e dos bebês, o coeficiente foi 0,62. É uma correlação impressionante.

Isso quer dizer que cegonhas e nascimento têm alguma relação de causa? É claro que não. Se tivesse, não haveria nascimentos nas Américas, que ficam fora da rota migratória das cegonhas. A pegadinha está em esquecer um mantra sagrado da estatística: correlação não é relação de causa. Por exemplo, as vendas de peru são maiores em meses quentes do que em frios. Mas isso não significa que o aumento de calor leve ao aumento de vendas de peru. São dados correlacionados porque, por acidente, o Natal cai no verão brasileiro. É o mesmo que acontece com as cegonhas – que não têm nada a ver com o que os pais fazem.

Por que ela?

A lenda das cegonhas já fazia parte do folclore nórdico, mas só foi popularizada no século 19 num conto de Hans Christian Andersen, o mesmo autor de O Patinho Feio. Saiba por que foram elas as eleitas para trazer bebês.

– Em cidades nórdicas, elas adaptaram seus ninhos aos telhados e chaminés de casas. Para mandar o infante buraco abaixo, bastou um empurrãozinho da imaginação.

– Elas são grandes, com uma envergadura de até 2 metros. Já uma pomba qualquer não seria capaz de tamanha empreitada.

– São aves migratórias, o que permitiria trazerem os bebês de uma terra distante (algo como um tráfico internacional de bebês).

– Têm comportamento altruísta e cuidam de seus filhotes mesmo depois de eles terem aprendido a voar.

Até qualquer hora!

Fonte utilizada: http://super.abril.com.br/comportamento/3-foi-a-cegonha-que-trouxe-voce/?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_super