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EM QUEM VOCÊ VOTOU?

A votação da última quarta-feira (02) mostra mais uma vez que o voto dos deputados federais não esta alinhado com o voto de seus eleitores.

RICARDO ANDRÉ
SÃO MIGUEL DO GOSTOSO/RN

“O seu deputado federal – aquele que você votou em 2014 – seguiu a SUA opinião na votação de quarta-feira (02)?”

Na última quarta-feira (02) o horário nobre da TV brasileira, tanto nos canais pagos quanto nos livres foi tomado pela tantas vezes ignorada TV Câmara (aquela que passa os deputados falando), a votação que aprovaria ou rejeitaria o arquivamento das denuncias contra o presidente Temer foi estrategicamente atrasada pelos partidos da oposição possibilitando que o eleitor visse a “cara” do seu deputado declarando seu voto. “Meu Deus! Que representação politica nós temos?!”.

Quem não assistiu a votação pode assitir ao voto dos deputados do RN, clicando AQUI.

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Eles votaram SIM: Rogério Marinho (PSDB), Beto Rosado (PP), Fabio Faria (PSD), Felipe Maia (DEM) e Walter Alves (PMDB). (esq. à dir)

Analisando por um panorama mais geral a votação ao vivo, gerou uma série de “traições” na base governista. Claro que isso não foi suficiente para mudar o panorama da votação, porém, serve como experimento social para analisar que alguns deputados quando não estão sendo observados pelos seus eleitores, só fazem merda. Um bom exemplo foram os Tucanos (PSDB) de São Paulo; dos 11 que fazem parte do grupo do Presidente Temer, 10 votaram contra, ou seja, optaram por preservar seu mandato.

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Eles votaram NÃO: Zenaide Maia (PR), Rafael Motta (PSB) e Antônio Jacome (PODE)

Olhando para bancada do Rio Grande do Norte, tivemos 3 votos (NÃO) contra o governo que foram de Zenaide Maia (PR), Antônio Jacome (PODE) e Rafael Motta (PSB), e 5 votaram SIM, foram os governistas Walter Alves (PMDB), Rogério Marinho (PSDB), Fabio Faria (PSD), Felipe Maia (DEM) e Beto Rosado (PP).

Fica ai um pergunta no ar: Será que os cinco nobres parlamentares que votaram a favor do governo Temer com suas equipes de assessores, não sabem da imensa rejeição do presidente?

Bem capaz que saibam, mas acreditam que com os recursos das emendas parlamentares possam garantir votos para si na base, graças aos prefeitos que invadiram Brasília na terça (01) e quarta (02) em busca se seu quinhão, pois precisam desesperadamente de obras.

A pergunta que fundamenta esse artigo deixo para o nobre leitor responder.

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SÃO MIGUEL DO GOSTOSO PRECISA REVER SUA POLITICA DESPORTIVA

Politica desportiva em São Miguel do Gostoso merece reflexão.

POR RICARDO ANDRÉ
SÃO MIGUEL DO GOSTOSO/RN

A cobrança de taxas ou similares para competições é uma pratica que inaugurou a gestão da nova secretaria de Esporte de São Miguel do Gostoso.

Sobre um pretexto de “boa ação” ou “contribuição social” a atitude de cobrar inclusive de eventos infantis, vai na contra mão do que se imaginava para uma politica de incentivo ao esporte gostosense.

Cobrar mesmo que seja um quilo de alimento, em evento tradicional e público, querendo ou não, exclui quem não tem um quilo de alimento para dar.

Além de excluir, não fomenta a prática desportiva, e serve de marketing político para os agentes públicos envolvidos.

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A Copa do Interior (futebol de campo) realizada por uma comissão independente teve a sua inscrição no valor de R$ 125,00 e reuniu 16 times (titular e juvenil).

A Copa Gostoso de Futsal realizada pela Secretaria de Esportes custou R$ 150,00 para cada time inscrito e reuniu 12 times. E houve a cobrança de um quilo de alimentos para assistir as semifinais e a final.

Os Jogos Escolares do RN (JERN’s) são gratuitos, assim como qualquer competição dita “pública” deveria ser.

Precisamos lembrar que o município não possui nenhuma lei que autorize a nova secretaria a cobrar por inscrição em competições, logo essa contribuição é ilegal.

Qual o papel da Secretaria de Esporte?

A nova secretaria deveria fomentar a politica pública de esporte através de suas ações, projetos e programas.

Na realidade o que temos é uma secretaria que nasceu sem orçamento e com 4 cargos de “confiança” que custam ao município R$ 140.678,40 por ano.

As ações da nova secretaria não vão além do que os grupos independentes que existem em Gostoso já fazem, nem suas ações alcançam ou beneficiam tais grupos, times e escolinhas além do que a Secretaria de Educação já realizava nos últimos anos. Pelo contrário, os grupos independentes que mobilizam o esporte em São Miguel do Gostoso ganharam mais um concorrente, que compete através de seus diversos articuladores por patrocínio, cada vez mais difícil; e para fechar com chave de ouro ainda tem que contribuir para com o poder publico – sem reclamar.

O município de São Miguel do Gostoso realmente precisa rever sua politica desportiva.

ANO NOVO EXIGE COMPORTAMENTO NOVO: PLANEJE-SE!

Já estamos na segunda semana de Janeiro de 2017, e como o tempo voa é bom saber aproveitá-lo. Para isso, existe um elemento importante que está conosco todos os dias. Vamos descobri-lo?

POR AUXILIADORA RIBEIRO, SÃO MIGUEL DO GOSTOSO/RN

O ano mudou, a gestão pública municipal também mudou, mas falta alguém muito importante seguir o ritmo das mudanças: NÓS.  Para um ano realmente novo, são nossas atitudes que precisam mudar e o primeiro passo é PLANEJAR-SE.

 

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Fonte: Facebook

Quais seus planos para 2017? Quantas atividades você precisa desempenhar no dia a dia? Seu tempo, como está? Dá para trabalhar, estudar, praticar atividade física, cuidar da família, descansar, ter momentos de lazer, ler, assistir, rezar (para quem tem essa prática)  namorar, cuidar de você? Ufa! São tantas coisas! Será que conseguimos fazer tudo isso?

Olha, considerando que temos 24 horas no dia, com um bom planejamento e disciplina, talvez nos surpreendamos com nós mesmos. Já fiz a experiência de ter um cronograma de atividades diárias, e apesar de ser difícil segui-lo o resultado é muito bom, foi com isso que consegui fazer faculdade, cursinho para o Enem, atividade física, comer melhor, dormir relativamente bem, estudar, enfim, um conjunto de atividades que me levou a  aprovação na tão sonhada faculdade de Direito.

É preciso admitir que alguns momentos ficam um pouco comprometidos, como o lazer, o descanso, o tempo com a família e os amigos, porém, aprendi que o que importa não é a quantidade de tempo que passamos fazendo algo, mas a qualidade desse tempo, além do mais, com uma boa organização tudo se encaixa.

Acordei para o planejamento quando passei a ter uma rotina pesada de estudos. Sentia que perdia tempo e não era produtiva, desde então quando vivo sem me planejar parece que está tudo fora do eixo, descontrola saúde física, mental, financeira, espiritual, e por aí vai!

 

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Fonte: Facebook

E como sei que esse é um problema de muita, muita gente, decidi então usar do meu dom (escrever) para contagiar as pessoas, para impulsiona-las a planejar-se. E para que vocês entendam como, vou contar uma pequena história…

Um certo homem (Padre João Maria dos Anjos) morador de uma bela cidade  (pároco da paróquia de São Miguel Arcanjo – São Miguel do Gostoso) tem um bom e admirável hábito de todos os dias pela manhã no Facebook publicar uma mensagem própria do dia. Já no finalzinho de 2016 uma certa jovem artista e escritora (eu) pensou: vou selecionar algumas dessas mensagens e fazer “algo que nos acompanha todos os dias” de uma forma diferente.

Não foi fácil! Foram dois dias para salvar as mensagens de um ano inteirinho, mais dois dias para personalizar o CALENDÁRIO, o elemento que está conosco sempre e que é uma das melhores  ferramentas para nos organizarmos. Depois de concluído, a jovem pensou: vou imprimir um para levar para o trabalho, dar um ao Padre João Maria e enviar para alguns amigos e familiares. A jovem adormeceu e ao acordar pensou novamente na ideia, contudo, de uma forma diferente: e se eu compartilhar isso no Contador de Causos? E foi assim que aconteceu…

Vou deixar o CALENDÁRIO 2017 disponível AQUI para quem desejar iniciar o ano de uma forma diferente.

O CALENDÁRIO

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Está organizado semanalmente. Para cada semana (destacada) há uma mensagem e um espaço para anotações. Fiz apenas até JUNHO, concorda que já se passaram 6 meses e se faz necessário parar para um novo planejamento?

Para quem gostar em junho tem mais!

 

 

 

 

RETROSPECTIVA DO CONTADOR: 2016, O ANO DAS MUDANÇAS!

Política, entrevistas e grandes coberturas agitaram o Contador em 2016, confira:

POR AILTON RODRIGUES E RICARDO ANDRÉ
SÃO MIGUEL DO GOSTOSO/RN

Em 2016 o Contador atingiu um patamar de grandes realizações e a consagração da confiança do público com o nosso conteúdo.

Tivemos grandes coberturas de eventos, recebemos algumas críticas, mas foram o combustível para que sigamos com nosso maior hobby que é o de informar e entreter você. Contamos com sua companhia em 2017, mas agora veja o que você mais viu no nosso blog durante este “interminável” ano:

JANEIRO: TORNEIO DO TOURINHO É CESSADO

Acompanhamos o jovem Naftaly na sua jornada pela Copa SP de Futebol Júnior, apesar dele não ter avançado com a equipe para a fase mata-mata da competição surgiram propostas de emprego em outros grandes clubes do futebol nacional.

Também vimos o drama do Torneio do Tourinho que foi cessado pela polícia, além disso prestigiamos a passagem da imagem de Nossa Senhora Aparecida por Gostoso.

FEVEREIRO: DICAPRIO LEVA O OSCAR

Dois assuntos foram os cargos chefe de repercussão no Contador: primeiro a grande quebra de um tabu que foi o Oscar de Leonardo DiCaprio e segundo a perca de 16 milhões de reais por uma obra de saneamento em Gostoso.

MARÇO: SHOW DA PAIXÃO DE CRISTO

O mês de março começou com o problema da falta dos materiais dos agentes de endemias do município, que foi sanado. Mas o grande destaque foi a belíssima encenação da Paixão de Cristo que agitou e emocionou São Miguel do Gostoso.

ABRIL: DESPEDIDA DE UM AMIGO

O FliGostoso chega como o mais novo evento cultural da cidade, excelentes atrações, porém com a produção ainda desfocada do público local. No esporte o Ginásio Poliesportivo “Carlitão” reabriu seus portões após quase dois anos (e seis visitas desta equipe) e a AGOKS partiu para Salvador/BA voltando com nove medalhas e vagas para final do Campeonato Brasileiro de Karatê em São Paulo/SP.

Abril também foi de triste. O episódio do desaparecimento do gostosence Djalmir Ricardo, teve um desfecho trágico, quando  o corpo do jovem foi encontrado no Ceará. O Conselho Municipal de Saúde denunciou a situação de descaso com a Saúde em Gostoso; além dos problemas recorrentes com o transportes de estudantes os universitário os estudantes de ainda tiveram que encarar atentados na BR-101.

MAIO: SEM CRISE

Foi um mês de Guerra Civil (o filme) e o O Contador de Causos abalou as estruturas da política local com a divulgação dos 6,7 milhões arrecadados pela Prefeitura de São Miguel do Gostoso, que alegava estar em crise, a noticia repercutiu na maioria dos blogs do RN.

O mês foi marcado também pela  volta do Fest Bossa & Jazz a São Miguel do Gostoso de forma mais “suave”, que sem tantas restrições garantiu um publico superior a 2015.

JUNHO: MARATONA DE ARRAIAIS

Novo conflito entre “nativos” e moradores recém chegados tem inicio com o cercamento do campo de futebol de areia do Maceió, um sinal do que ainda estava por vir. Também foi mês de discussão do Plano Diretor e da realização da 6ª Conferência das Cidades.

Durante as festas juninas Gostoso presencia a proliferação de arraiais nas principais ruas da cidade, uma verdadeira maratona de festas. Falando em festa, o Prêmio CDHEC 2016 reuniu no mês de Junho os principais agentes sociais do município em um grande evento.

Junho foi o inicio do drama dos estudantes por transporte: falta de combustível, de manutenção dos veículos e de gestão.

JULHO: MUITA TENSÃO

O conflito de entre “nativos” e “estrangeiros” se acirra com protestos nas ruas durante a festa de emancipação. Quatros membros do O Contador de Causos de manifestam contra o pivô dos conflitos.

No esporte tivemos o primeiro evento de MMA da cidade, e a cobertura dos eventos esportivos da semana de emancipação.

Foi dada inicio a cobertura das eleições 2016 com o perfil do eleitorado gostosence e a primeira convenção do período eleitoral.

AGOSTO: BALEIA ENCALHADA E FALSA MISS

A principal pauta de agosto foram as Eleições 2016 que você acompanhou comício a comício no Contador. Mas teve muito mais, inclusive uma falsa Miss Gostosense, e a baleia que encalhou na Praia do Tourinho, duas matérias que repercutiram em todo estado.

Durante agosto se agravou a situação do transporte escolar chegando aos distritos, enquanto isso os estudantes universitários acabaram fazendo “vaquinha” para pagar o combustível, culminando em protestos nas ruas, na sede da prefeitura e na Câmara.

Teve também Pokemon Go, é claro!

SETEMBRO: CORDÃO AZUL E CORDÃO VERMELHO

Se intensifica a disputa entre o “azul” e o “vermelho”, com acusações nas redes sociais e revelação de servidores fantasmas. O Facebook se torna um território hostil.

Crise na educação provoca cancelamento do desfile cívico, e continua o drama do transporte escolar. Prefeita faz acordo com Ministério Público mas resultados não vêm, o resultado do IDEB se contrapõe à realidade da educação.

Setor Cultural tenta se articular para 2017 com a instituição do Sistema Municipal de Cultura.

OUTUBRO: EDUCAÇÃO É ESQUECIDA

Último episódio das Eleições 2016 com a vitória de Renato de Doquinha (PSD) sobre Miguel Teixeira (PR).

Quem achou que depois dessa teríamos um outubro tranquilo, se enganou, na primeira semana um decreto demite 287 servidores públicos. Crise da educação chega a seu ápice, nem o Ministério Público deu jeito.

Cultura e esporte ignoram a crise e seguem em frente com a Expartec, a AGOKS na última etapa do Campeonato Brasileiro de Karatê e o 2º Open Gostosense de Karatê. O CDHEC elege novo presidente que já chega tendo que encarar dois grandes desafios, Mostra de Cinema e Auto de Natal.

O Projeto Retrato da Comunidade segue on-line através do O Contador de Causos.

NOVEMBRO: A ESPERA DO FIM (DE 2016)

2016 não foi fácil para ninguém, a 4ª Mostra de Cinema de Gostoso é cancelada por falta de recursos. Para salvar o Auto de Natal, começa a campanha do Auto Solidário.

A gestão democrática chega as escolas gostosenses sem muito entusiasmo e com poucos candidatos, mas seguiu tranquila.

DEZEMBRO: NÃO FALTA FESTAS

É inaugurada na nova sede da Câmara de Vereadores, a nova Prefeitura ficará para depois.

O meio ambiente agrade, com a criação da cooperativa para coleta seletiva. O Auto de Natal (Auto Solitário) se firma e emociona o público em apresentação única.

Para encerrar tivemos as repercussões do Réveillon Gostoso, eventos para “ricos” e “pobres”, celebridades circulando na cidade e muito pouco do que se prometeu.

Ufa!… O Contador de Causos deseja a todos seus leitores um feliz e prospero 2017.

EM TEMPOS ATUAIS, COMÍCIO É DINHEIRO JOGADO FORA

Com discursos repetitivos e presença apenas de aliados, comícios perdem o objetivo e viram mostra de popularidade.

POR AILTON RODRIGUES
NATAL/RN

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Dinheiro jogado fora (charge: Millôr).

Os comícios já foram grandes festas, onde as propostas ficavam em segundo plano e o público estava mais interessado em saber qual atração viria depois de todo aquele “falatório”.

Com as mudanças realizadas pela Justiça Eleitoral, incluindo aí a proibição do “showmício”, a essência dos comícios mudou, mas seu objetivo continua o mesmo: mostrar popularidade e jogar dinheiro fora.

A ideia até seria brilhante, afinal é a oportunidade de um contato maior entre os eleitores e os candidatos para conferir assim suas propostas. O público-alvo seria os indecisos ou então a provocação da mudança dos que escolheram os adversários. Tudo por meio da persuasão e das propostas.

Isso não acontece…

A primeira coisa que se pergunta quando você chega em um comício é: “você vota para quem?”, ou então, “você não tem cara de quem vota em fulano!”. Ora, bolas! Isso nem deveria ser uma questão a ser abordada, afinal estamos ali para conhecer mais o candidato. Inclusive essa é uma lição até para aqueles que são aliados dos candidatos, pois definitivamente, esses questionamentos não ganham o voto e, na maioria das vezes, afasta.

Mas afinal, porque existem os comícios hoje? Primeiramente, esses eventos são mostra de popularidade. Sempre há uma estimativa feita em cima dos presentes e a curiosidade em saber quem levou mais gente para as ruas parece ser um combustível a mais na campanha.

Segundo, os candidatos tem que mostrar trabalho e os comícios são bons motivos para eles afirmarem que mostraram serviço e querendo ou não é o momento deles falarem quais as suas intenções em governar o município. “Porta a porta” e carreatas não são o suficiente.

No entanto, com a revolução das redes sociais e a mudança constante de hábitos pela sociedade capitalista a tendência desses comícios é de serem extintos! Só assim estaremos livres daqueles discursos despreparados e do desgaste financeiro, que mesmo sendo doados por pessoas físicas, não deixa de ser desperdício.

Concluindo, espero que se pense em outras maneiras de realizar campanha política, que se pense mais seriamente nos debates e menos nas trocas de acusações. Por enquanto, temos que nos contentar em acompanhar as propostas dos candidatos por meio dos comícios e torcer para que não sejamos hostilizados se desejarmos estar em todos os eventos, pois apesar do voto na urna ser secreto, algumas pessoas insistem em querer desvendar o resultado antecipadamente.

Ailton Rodrigues

Aluno de Pedagogia (UFRN)
Colaborador do blog “O Contador de Causos”

A MÁ POLÍTICA E O PAPEL DO POVO

As eleições municipais de 2016 para vereador e prefeito estão à nossa porta e é preciso abrir o olho, pois se a política não vai bem nossa vida também não.

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Fonte: Google Imagens

 

Por Auxiliadora Ribeiro – S.M. do Gostoso/RN

O cenário político conturbado que nosso país vem vivenciando tem afetado a vida de todos os brasileiros, isso porque, a política rege o nosso dia a dia, pois é da política que saem TODAS as decisões.

Diante de tantos desmandos na vida pública, o povo tem desacreditado da política, nos sentimos impotentes, perdidos, achamos que não tem jeito. “Todos roubam”, “nenhum presta”, “isso nunca vai mudar”, etc., são colocações cotidianas nos diálogos a respeito de política, ou pior, quando se começa um diálogo a respeito da política, geralmente tem sempre um que diz que “política não se discute”, ou “eu odeio a política”.

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Fonte: Google Imagens. Pensamento sobre a má política

Sinto ter que cutucar a sua ferida caro leitor, mas com todo respeito à sua opinião, acredito que não seja por aí…

Vem comigo entender porquê:

Antes de tudo é preciso se conscientizar de que a CORRUPÇÃO é uma doença de TODA a sociedade brasileira. E a corrupção não está só na política eleitoral, na vida pública, está no nosso cotidiano. Costumamos dizer: “os políticos são isto e aquilo”, entretanto, sabemos que os políticos não “caem do céu”, os políticos saem do meio de nós, nós somos ou seremos os políticos.

Cabe também reforçar que das nossas decisões são eleitos os representantes do povo. E são os representantes do povo que vão decidir sobre nossa vida: EDUCAÇÃO, SAÚDE, SEGURANÇA, ASSISTÊNCIA SOCIAL, TRABALHO, CULTURA, ESPORTE, LAZER, ECONOMIA, etc., absolutamente TUDO que precisamos para viver em sociedade e com qualidade de vida.

Recentemente tivemos uma manifestação no nosso município intitulada de “O POVO TAMBÉM TEM VOZ”. E uma manifestação, a exemplo dessa, acontece quando pessoas (povo) se UNEM para expressar insatisfações, para reivindicar melhorias. Sou atrevida em dizer que “O POVO É A VOZ!” Não tem NADA que NÃO possa ser mudando quando o POVO se ORGANIZA e se MOBILIZA, sabemos porém,  que não é nada fácil, o que também não é motivo para não fazer algo.

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Fonte: Google Imagens. Reflexão a cerca da união do povo

Quero chegar com isso, a um alerta de que vivemos em uma democracia, que significa “governo do povo”, e por isso temos que despertar para o nosso papel de fiscalizadores, de ATORES POLÍTICOS e não meros espectadores ou “reclamões”. Não podemos ficar de braços cruzados vendo a má política acontecer, e pior, contribuindo para que ela aconteça, pois quando exigimos, por exemplo, do político, algo em troca para poder votar nele, somos nós os seus corruptores.

TALVEZ, alguns candidatos até tenham a pretensão de fazer diferente, contudo, a velha forma de fazer política pode dificultar e até não deixar. Sei que a coisa não é tão fácil, que a maioria dos políticos só aparecem de 4 em 4 anos, enquanto o povo clama por melhoria, e então, muitos (povo) enxergam no período das eleições a oportunidade de conseguir aquilo que não teve e que geralmente não consegue durante os 4 anos de gestão.

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Fonte: Google Imagens. Tradução: Para mim o que mais me preocupa é como diminuir o índice de egoísmo.

Acredito, no entanto, que se não pararmos de pensar só no nosso umbigo, no nosso trabalho, na nossa família, enfim, somente “nós” e não começarmos por nós POVO a mudar essa realidade de corrupção, a má política só vai crescer.

Penso também que o voto comprado não ficará por isso mesmo, o político vai querer recuperar o tanto de dinheiro que gastou para se eleger e aí vai continuar faltando comida na barriga, saúde na praça, educação na cabeça, segurança em casa.  Se o político é capaz de utilizar todos os meios da má política para se eleger, imagine o que não fará quando eleito?

Temos que  entender que somos o povo, somos a sociedade, e somos nós POVO, que construímos a realidade, portanto, se a construímos podemos também revogá-la a qualquer momento, basta nos organizarmos, nos mobilizarmos.

Utopia? Não! Te mostro um exemplo:

A Adriana Lemes de Oliveira, é uma cidadã de Santo Antônio da Platina, no norte do Paraná, que ao ter conhecimento de um projeto de lei para aumento salarial de prefeito e vereadores, ficou indignada e com sua indignação conseguiu mobilizar os moradores, fazendo com que os vereadores desistissem do aumento salarial.

Para ver a matéria na íntegra acesse aqui. Vale a pena conferir!

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Fonte: Google Imagens

Por fim, acredito que o processo eleitoral funciona um pouco como um jogo de tentativa e erro, tentamos de um jeito, deu erro? Temos a possibilidade de tentar novamente.

Não falo em prol de nenhum político, falo em prol da nossa consciência, falo em prol de começarmos a destruir a má política em Gostoso, no RN, no Brasil, pois como diz uma frase de Bertolt Brecht “Se continuarmos a nos omitir da política é tudo que os malfeitores da vida pública mais querem.”

Vamos juntos nessas eleições com honestidade destruir a má política!

“O GIGANTE ACORDOU (?)”

Reunimos quatro Contadores para debater sobre as manifestações que agitaram São Miguel do Gostoso nas ruas e nas redes sociais.

POR AIRIS VITAL, AUXILIADORA RIBEIRO, AILTON RODRIGUES E VALMIRO ZUNO
SÃO MIGUEL DO GOSTOSO/RN

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Valmiro Zuno, Airis Vital, Ailton Rodrigues e Auxiliadora Ribeiro

Você imaginou ser sempre o último? Ou simplesmente não ter a preferência dentro de sua própria casa?
Sabe aqueles grandes momentos anuais em que você recebe a visita de familiares e amigos, e a
s casas da nossa rua estão todas cheias? Já imaginou ter que simplesmente mudar a programação? Ou não saber se aqueles momentos realmente vão acontecer?
Já imaginou voltar mais cedo para casa na festa de padroeiro ou no carnaval, só por que a banda não pode tocar mais?
Já imaginou passar por isso e ainda escutar que isso é bom? Ou ainda que isso é o desenvolvimento?
Bem… Ultimamente para população de São Miguel do Gostoso, não é difícil imaginar essas coisas.

Inconformados com o descaso do poder público, os moradores de Gostoso resolveram iniciar um movimento de emancipação política 23 anos atrás, mas hoje a luta é outra: é pela emancipação do povo.

O POVO TAMBÉM TEM VOZ é um movimento de muita coragem de quem quer dar um grito de liberdade! Essa manifestação não surgiu do nada. Há anos o senhor Emanuel Neri vem tentando acabar com a cultura que tanto caracteriza o nosso São Miguel do Gostoso, que antes era uma pequena vila de pescadores e hoje é “a menina dos olhos de ouro do turismo”. Gostoso tem sido vendido lá fora como um lugar que não corresponde a sua realidade, mas que por cima de pau, pedra, areia, praia e nativos ele vem tentando construir essa imagem por ele e por outros vendida.

Por que apontar tal pessoa como pivô dos atuais conflitos? Isso é resultado de muitos anos de massacre, de tentativas de acabar aos poucos com nossa cultura, por um indivíduo que quer exercer um controle pessoal sobre questões públicas usando da sua influência familiar para balizar as decisões importantes em nossa cidade.

Conhecido popularmente por ser contra as festas, contra as festividades (arraias) de rua, contra manifestações religiosas, contra as cavalgadas e mais recentemente contra vaquejadas, e parece também que contra o evento de MMA é um personagem a qual se atribui grande rejeição. Tanto ele quanto a família dão total apoio a eventos externos, com ampla divulgação e valorização dos mesmos ao mesmo tempo em que mostram uma clara intenção de riscar manifestações culturais que são próprias da cidade e já ocorrem há muitos anos.

Usa a bandeira do diálogo e da imparcialidade, quando na verdade primeiro constrange quem diverge da sua opinião através de textos em sua página pessoal. Suas publicações para muitos gostosenses é certeza de uma azia, capitalizada pela profunda irresponsabilidade de autorizar comentários anônimos, que denigre sem nenhuma piedade a imagem de servidores e cidadãos. Essa conduta tem estimulado a violência virtual através de comentários e rebates maldosos em seu blog, ao mesmo tempo em que decide sistematicamente quais comentários publicar, influenciando a opinião dos seus leitores.

Quando é do seu gosto trata como civilizado e de bom gosto, quando não, trata como atrasado, baderna, ou mesmo ato de intolerância. Se coloca como “o neutro”, “o avaliador”, “a pessoa de bom senso”. Infelizmente invoca para si tudo o que é incapaz de oferecer. Nos seus textos se coloca como porta voz de uma maioria ou mesmo da comunidade, quando na verdade não tem respaldo nem representatividade para isso.

O movimento O POVO TAMBÉM TEM VOZ, não é um ato contra as pessoas de fora (e acerca disso, o cidadão também já fez uma matéria afirmando que os nativos são contra as pessoas de fora que escolhem São Miguel para viver), mas sim um movimento contra as pessoas de fora que tem usado de autoritarismo, influência e tantas outras ferramentas para acabar com tudo que é do povo. Se você é de fora e veio para somar seja bem vindo, hospitalidade é o que não falta!

O que não dá para compreender é o seguinte: “as pessoas de fora” que escolheram São Miguel do Gostoso para viver, para investir, escolheram justamente pela sua beleza, pelo seu povo hospitaleiro, pela nossa cultura, que são razões que fazem alguém fincar raízes, então, se nada disso agrada a um certo cidadão, aí o problema é complexo. Mas temos uma dica: ao invés de tentar mudar todo um povo, toda uma cultura por que não muda a si mesmo?

Hoje podemos atribuir a tal pessoa o indesejável clima de segregação e intolerância que tomou conta desse aniversário de emancipação. Não são apenas jovens insatisfeitos. Um copo não se enche apenas com uma gota.

JAMAIS SEREMOS XENÓFOBOS

Durante uma matéria publicada no dia 04 de dezembro de 2012 (que já foi citada acima), o jornalista fez uma série de insinuações pesadas contra a população do município, chegando a chamar a “minoria” dos nativos que reivindicam seus direitos de xenófobos, um termo absolutamente duro.

Podemos perguntar as pessoas “externas” que escolheram esse município para viver se elas são vítimas de ódio da população, ou melhor, podemos perguntar, por exemplo, as dezenas de pessoas que vêm para cá durante a Mostra de Cinema se nosso povo os agride simplesmente por serem de outros lugares. Eles vão responder com certeza que NÃO!

Convenhamos que a pessoa deve se adaptar ao lugar que escolheu para visitar ou morar e não o contrário, e por isso caro leitor, não se engane. Claro que a cultura não é estática, que  sempre ocorrerá mudanças no convívio entre culturas diferentes, mas  não dessa forma tão bruta e ao mesmo tempo silenciosa.  Os nativos não querem expulsar ninguém do município, e sim deseja que eles encontrem um lugar cada vez mais gostoso de visitar, além disso, que voltem com o pensamento de que aqui é um município com características próprias.

Agora vejam se somos obrigados a tolerar que limitemos nossos horários de festas tradicionais ao bel-prazer de alguns pousadeiros que insistem em afirmar (de maneira indireta e até sofisticada) que isso os incomoda e incomoda seus hóspedes. Ou então que nos impeçam de realizar nossas manifestações culturais. O Auto de Natal, por exemplo, teve uma edição que quase foi cancelada porque um desses pousadeiros que insistiu que um palco não deveria ser montado na praia porque atrapalharia a visão que seus hóspedes teriam da paisagem.

Definitivamente não podemos simplesmente engolir essas coisas e o senhor Emanuel Neri retrata em suas matérias “imparciais” que os nativos simplesmente odeiam e discriminam as “pessoas de fora”. Pior, ele demonstra que os nativos não fazem eventos que prestam.

Contudo não estamos generalizando, merecem aplausos os tantos outros pousadeiros e/ou empresários que entendem que a causa é maior, e ajudam sempre no que podem para ver o município crescer de forma saudável.

O que sabemos é que ainda vamos falar muito sobre esses assuntos que abordamos nesse artigo e as expressões: “Não seremos Pipa!”, “O gigante acordou”, dentre outras precisam ser encaradas com um novo olhar daqui para adiante.