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Fascinada por expressões culturais, filmes e livros de todos os tipos, simplesmente ama absorver conhecimento. Cursa Tecnologia, Análise e Desenvolvimento de Sistemas na Universidade Feral do Rio Grande do Norte – UFRN; Técnica em Cooperativismo pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN; Membro da ONG, Coletivo de Direitos Humanos Ecologia, Cultura e Cidadania – CDHEC; e Sócia da empresa "Entretenimento Cultural Café com Leite" pela Incubadora Tecnológica Energia e negócios - ITEN do IFRN campus João Câmara.

O CONTADOR LEU: O DIARIO DE ANNE FRANK de Mirella Spinelli

por AIRIS VITAL

Desde de moleca ouvia através de algumas fontes históricas educacionais, sobre duas personalidades femininas infanto-juvenis que me encantava, Malala e Anne Frank. Para mim são as meninas mais inspiradoras, pois buscava ser a diferença que precisava no mundo delas. Hoje vou falar minhas emoções sobre Anne.

Confesso que sou um tipo de ‘serzinho’ que não cresceu na cultura de comprar livro, mais que ama tê-los por perto, (risos). Então depois de saber que Anne tinha escrito um diário, passei a procurar em cada biblioteca, varria cada estante e a única em que encontrei, não pode levar para casa. Me contentei, apenas com o filme, de Alberto Negrin, mas para uma amante da leitura, nada a emociona mais do que lê as anotações de quem você admira.

O fato é, que fui surpreendida por Iaslan Nascimento, quando trouxe até mim a história dela em um livro em quadrinhos. Como eu não tinha pensado antes?! Certo que é uma história muito pesada, mais posso conta-la de uma maneira mais acessível, e como diz o portador do Museu Anne Frank “nem todo mundo vai ler o diário. Um formato não exclui o outro”.

Nossa que garota cheia de autonomia com apenas 13 anos de idade, tão admiradora dos livros, observadora, proativa, corajosa, apaixonada pela vida, e preocupada em anotar uma série de fatos que tenha importância para os leitores. Uma das coisas mais surpreendentes é como ela transforma seu diário em uma amiga, nomeando-o de Kitty. Isso demostra o quanto era dotada de criatividade, imagino a grande escritora que ela seria se não tivesse morrido aos 15 anos de idade, mesmo com pouco conhecimento já possuía uma base única de conhecimento.

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Ressaltando em suas anotações sobre conquistas, amizades, sonhos, desafios familiares, ciúme, medo e tantos outras questões que nos afligem ao longo do nosso desenvolvimento humano. Que muitas vezes nem somos capazes de externar, ela transmitir com tanta facilidade que acaba sendo inspirador você manter sua personalidade, nem que seja no papel para que não se perca ao longo dos anos e alguém ao encontrar, não venha se sentir sozinho por reprimir determinado comportamento incomum no meio social. Isso é o que senti ao lê suas impressões sobre sua realidade.

Esta HQ sem dúvida é um livro que estimula o conhecimento dessa surpreendente judia e o seu relato simbólico durante a perseguição que os nazistas causaram na Segunda Guerra Mundial e sua barbárie no campo de concentração. Ao refletir sobre o vi (filme) e li (HQ) tive uma perspectiva de fatores secundários, focados em análises “bem-humoradas e inteligentes”, durante a luta da sobrevivência diária de sua família e amigos.

Inclusive para quem gosta de leituras rápidas, leve, de traços que emerge a uma dualidade entre a época e a atualidade, ele  transmiti a peculiaridade em seu texto que apresenta a complexidade da guerra, mas também da natureza humana que ‘amadurece’ em meio a anseios e conflitos sociais. Mantendo a confiança na humanidade, mesmo quando se vive em um ambiente de terrorismo e medo, mantem-se uma esperança no sublime.

O contador, Indica! 😉

Livro: O DIÁRIO DE ANNE FRANK em quadrinho Texto Original: Het Achterhuis Dagboekbrieven 12 Juni 1942 – 1 Augustus 1944.  Editora: nemo. Ano de Publicação: 2017 Edição: 1ª Edição ISBN: 978-85-8286-336-7 Páginas: 96.

 

O CONTADOR LEU: SPECTRUS – Paralisia do Sono, de Thiago Spyked

por AIRIS VITAL

Fazia muito tempo que não ouvia sobre o tema ‘paralisia do sono’, tinha esquecido que existia. Depois de lê essa HQ eu fui pesquisar mais sobre o assunto, e as pesquisas mostram que 2 milhões de pessoas são afetadas por ano no Brasil, ou seja muitas pessoas lidam com a incapacidade temporária de se mover ou falar ao adormecer ou ao acordar.

O autor desta obra é Thiago Spyked que possui um canal no youtube, com mais de 135 mil inscritos, com várias conteúdos para quem quer ser desenhista, dicas e práticas de desenho, assim como outros temas voltados para essa área. Ele narra a experiência da jovem Lila de 19 anos que teve sua consciência, fragmentada em três partes e para isso ela deve buscar nos reinos: labirinto da razão, poço da insanidade, e a montanha da criatividade.

Ela é o tipo de personagem que eu facilmente me identifico, ou seja me senti mesmo na história. Com aparência delicada, demonstra muita coragem e personalidade, mesmo com medo do ambiente que se encontra, vê seu corpo em imóvel sobre a cama, toma a iniciativa de pegar de volta o que lhe pertence por direito, antes de voltar para seu corpo. E corajosamente diz:

“Posso está dormindo, mas isso não é um sonho”

Ao longo da sua jornada no universo desconhecido ela encontra dois ajudantes que logo, se tornam seus amigos. O Alpha (o invisível) é uma entidade da sombra, que possui a missão de orientar os humanos a sair da dimensão, já o Cabeça de Pano (o aliado misterioso) ele é um gênio absoluto das questões lógicas, e a ajuda dele foi indispensável.

Uma das frase que gerou mais questionamento para mim foi do senhor Gloor rei da criatividade:

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[Chegada no reino da criatividade]

Sem dúvida é uma leitura para todas as idades, alertando sobre a capacidade que possuímos interiormente, mais cogitamos em usar. Sobre aprimorar nosso autoconhecimento, consciência crítica, entender nossos limites e fraquezas, assim como o poder da criatividade para buscar ferramentas para solucionar nossos problemas sem d.e.s.i.s.t.i.r. Além do destaque para confiança e amizade, torna-se papel de destaque em todo o enredo.

É uma leitura tão envolvente que ao término, você sente a necessidade do Thiago ter desenvolvido mais o ambiente dos desafios, pois quando você pensa que terá que folhear umas duas páginas para compreender o mistério, no diálogo seguinte -mais ou menos- você obtém a resposta que desejava.

Mais a compensação vem no extra da HQ. Ele conta detalhes sobre cada personagem e ambiente, deixando o leitor íntimo da sua obra e um desejo de “ debater com o autor sobre Spectrus”. Por fim é uma sugestão que você tirará fragmentos das lições para aplicar em sua vida.

Para saber mais sobre o trabalho de Spyked, acesse: https://www.youtube.com/user/CrasConversaOficial/featured

O contador INdica!

Título: Spectrus – Paralisia do Sono, Autor: Thiago Spyked, Editora:  Crás Editora, Edição: 1ª, ISBN: 978-85-68248-03-4, Especificações: 144 páginas.

O GRITO FIEL DE MIGUEL – AUTO DE SÃO MIGUEL ARCANJO

Com a direção do empreendimento Café com Leite e mais uma realização do espaço TEAR e a Paróquia de São Miguel do Arcanjo. Este ano os gostosenses, apreciarão a história do Arcanjo padroeiro da cidade e que da nome ao município.

 por AUXILIADORA RIBEIRO e AIRIS VITAL

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     A Paixão de Cristo e o Auto de Natal já são eventos carimbados no calendário do município, este ano insere-se mais um, o Auto de São Miguel Arcanjo para ajudar abrilhantar a festa do padroeiro da cidade que ocorrerá no dia 29 e 30 de setembro, daqui exatamente a 5 meses. Estimasse a participação aproximada de 100 pessoas envolvidas, desde o processo de pré-produção até a pós-produção. A proposta do auto foi induzida pelo Pároco João Maria dos Anjos para a jovem Auxiliadora Ribeiro, que depois de lê os dois livros História do Mundo dos Anjos e São Miguel Arcanjo a Batalha Final, presente do próprio. Redigiu as primeiras versões do roteiro e desde então, vem junto a equipe do Café com Leite aprimorando um projeto de engajamento social, focando principalmente no público jovem.

      Pretende-se dá continuidade ao trabalho iniciado em 2007 pelo Pe. Fabio dos Santos, durante o processo de criação da paróquia, através de atividades sociais voltadas para a restauração da imagem de São Miguel Arcanjo (séculos XIX) – reconhecendo a imagem como patrimônio histórico cultural – trabalhando a memória e a identidade do lugar. Visando resgatar o legado histórico do lugar, o projeto quer identificar e formar novos atores sociais e protagonistas juvenis para que disseminem, inovem, movam a identidade histórica cultural do município de São Miguel do Gostoso e Região – Mato Grande. Efetivando direitos e prevenindo através da arte a inação de uma faixa-etária que carrega em si muita energia, e tal energia precisa ser canalizada em ações produtivas para si e para a comunidade.

A imagem pode conter: 3 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas em pé e texto
Equipe Café com Leite: Auxiliadora Ribeiro, Rozangela Modesto e Airis Vital.da

“Este espetáculo não é um mero espetáculo, e sim um projeto de cunho sócio-artístico-cultural através da versão religiosa da identidade histórica deste município. Nada melhor como comemorar os 10 anos de parceria entre o CDHEC e a Paróquia de São Miguel Arcanjo, como o GRITO FIEL DE MIGUEL”, diz as diretoras.

     As inscrições são gratuitas, começa nesta terça-feira (02) na Secretária da Paróquia de São Miguel Arcanjo, que poderão ser realizadas no local da oficina – lembrando que essas serão limitadas. As oficinas serão realizadas nos sábados e domingos, a partir do dia 13 de maio nos turnos: matutino (09h) e vespertino (15h).

      Porém como todo trabalho envolve recurso, eles começaram uma campanha em uma plataforma colaborativa, você pode acessar para contribuir  https://www.catarse.me/auto_de_sao_miguel_arcanjo_78e4?ref=project_link. Lá você encontra diversos modos para ajudar no projeto, como forma de agradecimento eles darão brindes conforme a doação. Dentre eles têm botton, pôster, chaveiro, xicara e camisa, corre lá e contribua com mais um projeto de incentivo social. Além do mais, você poderá acompanhar todo o desenvolvimento do projeto na página do Facebook  https://www.facebook.com/autodesaomiguelarcanjo/ .

Fotos: Ariclenes Silva

O Contador acompanha tudo e conta para você!

O CONTADOR LEU: A DITADURA DA BELEZA e a evolução das mulheres, de Augusto Cury

por AIRIS VITAL

                Organizando meus livros me envolvi com a incisão do título ‘A DITADURA DA BELEZA’. Vindo de Cury só podia ser um daqueles conteúdos de alimentar minha identidade social, ainda mais tive um pouco de resistência, pois não se enquadrava tanto ao meu estado de espirito lê algo sobre ‘beleza’, tolamente pensei. Mas como se tratava de um empréstimo, resolvi folheá-lo e então os próximos quatro dias foram o suficiente para conhecer todo o romance.

A narrativa começa em um quadro muito delicado da jovem Sarah de 16 anos que tentou contra a própria vida e sua mãe Elizabeth, gerente editorial de uma revista feminina aos 42 e divorciada a três, busca o psiquiatra Marco Polo para salvar a filha. Já que ela não sabe mais qual estratégia usar para ajudar a filha. É quando ambas deparam com a síndrome PIB – Padrão Inatingível de Beleza, que não só tinha massacrado as duas, como era frequente e intensa na humanidade.

S.I.M. o convite é certo, que tal se apaixonar por si mesmo?!

Uma verdadeira revolução dentro de mim se instalou, até agora estou me questionando tanta coisa, inclusive feridas instaladas em mim… busco urgentemente uma visão multifocal do mundo por mais difícil que seja! Até por que a preocupação de Augusto Cury é exatamente se opor a ditadura massacrante que as mulheres vivem em silêncio, apresentando a realidade do século XXI de forma transparente e da melhor maneira possível. Inclusive de que é possível sim, contornar o quadro catastrófico da prisão que permitimos ficar.

Quantas vezes não somos rejeitadas pelo o tipo de cabelo, sorriso, nossas curvas, cor de pele, um padrão inatingível de beleza?! Desta forma somos excluídas e aceitamos com um aperto no coração e na existência, por não ter o perfil. E maltratamos a nós mesmo, ressaltando pouco nossas qualidades, transferindo toda atenção para nossos defeitos e muitas vezes isso é, um incentivo a criar um verdadeiro ‘horror’ dentro de nós e um momento outro, precisamos externar e isso tem consequências.

“Hitler queria ser um artista plástico e procurou a Escola de Belas-Artes de Berlim, mais foi rejeitado. Se o professor dessa escola tivesse acolhido, talvez o mundo tivesse tido mais um pintor medíocre, mas certamente não um dos maiores psicopatas da história”. – Página 137

Precisamos valorizar nossas qualidades e de quem nós amamos. A nossa beleza está além do nosso corpo está em nosso ser. Elogiar nossos pré-adolescentes/adolescente já é um passo, pois é nessa fase onde a estipulação de perfeição é maior.

Assim diz o personagem Falcão que tenta alertar executivos sobre essa a instalação dessa problemática. Para quem acompanha as obras singularidades de Cury, percebe as conexões entre elas e essa não é diferente, o personagem pertence o livro ‘O futuro da humanidade’, assim como Marco.

Uma das citações que mais me incentivou a conhecer a cultura e os problemas psicológicos da sociedade em relação ao padrão imposto de beleza em sua diversidade cultural, foi a colocação de uma das personagens, jornalista Chen:

“Estou preocupadíssima com a china. O câncer da ditadura da beleza esta atingindo frontalmente meu povo. Sempre valorizamos nosso passado e nossa características físicas, mas o inacreditável está ocorrendo. As mulheres chinesas estão rejeitando seus traços, querem ter a silhueta das atrizes de Hollywood e das modelos ocidentais. Elas querem ser “Barbies”. ” Página – 154

Então sim, indico esse livro para homens e mulheres, revendedoras de cosmético e roupas, consumidoras, a toda adolescente que queira se apaixonar por si mesma, o ser humano que queira ser livre dos padrões inatingíveis.  Até por que, nos agradecimentos Cury parabeniza algumas empresas que se levantaram quanto essa causa, entre elas está o grupo Unilever (marca Dove), Natura e Avon. A mensagem que para mim foi perfume para o ego, foi o relato de Marco Polo e com ela encerro minha opinião:

“Não há relatos na história de mulheres torturando homens, mas há inúmeros relatos de homens torturando mulheres. Não há relatos na história de mulheres controlando, silenciando, apedrejando, queimando e mutilando homens, mas há milhares de relatos de homens cometendo as maiores atrocidades contra as mulheres em quase todas as sociedades. Os homens é que são sexo frágil, pois só os fracos controlam e ferem os outros. A biografia masculina tem uma dadiva incalculável com as mulheres.

[…]

Queridas mulheres, vocês honraram muito mais a espécie humana do que os homens. Eles falharam historicamente em lidera-la. Se vocês dominassem o mundo, a humanidade seria mais feliz. Se vocês fossem generais, não haveria guerras, pois vocês não teriam coragem de enviar seus filhos para campos de batalhas. Mas o homem por muito pouco, os enviam”. – Página 204

O Contador indica!

Livro: A DITADURA DA BELEZA e a revolução das mulheres Editora: Sextante Ano de Publicação: 2005 Edição: 2ª Edição Registro no ISBN: 85-7542-198-0 Páginas: 208

 

 

 

 

 

 

 

O CONTADOR LEU: EM ALGUM LUGAR NAS ESTRELAS, DE CLARE VANDERPOOL

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Têm livros que são ótimos teletransportes, seja para o nosso passado ou um lugar que passamos a conhecer com tanto detalhe que nos transmite a sensação de estarmos lá. A autora norte-americana me ofereceu a oportunidade de voltar a minha infância através do romance, amizade, singularidade das personalidades, criatividade, o poder das conexões interpessoais, e como retornar ao universo imaginário. E isso foi indescritível para mim de tal forma, que ao terminar de lê a sensação foi automática, preciso lê de novo e devagar para degustar mais detalhes, aromas, cores, sensações de cada capitulo, desenhar o universo de cada personagem. Quem sabe não faço isso um dia e mostro aqui meus rascunhos (risos).

O enredo é bastante complexo, porém é conduzido com muita habilidade. (E quem sabe realizando a ligações entre eles não criamos verdadeiras constelações? Bem… quero apostar que na vida seja assim, tantas pessoas que entra/saí/fica, e o carinho aumenta e/ou reduz.) O contexto de cada personagem surge, como se você virasse pequenos elementos de um jogo de memória e montasse junto com Jack os pares, através das ligações.

E são muitos… Pois estava terminando a Segunda Guerra Mundial, ele perde a mãe, se distancia afetivamente e fisicamente do pai. Ao morar no Maine em um internato militar, lida pela primeira vez com o mar, a indiferença dos alunos. E então surge um moleque misterioso que não possui um convívio social. Ele descobre a genialidade de Early de decifrar e narrar com espontaneidade e fissura o número Pi (π), que apresenta a ele, não só os cálculos mais uma narrativa completa sobre a sua existência. E o que o surpreende em Early é a habilidade de lidar, com suas perdas e cicatrizes emocionais, ajudando-o a superar as suas.

“Não são só números. E não estou inventando uma história. A história está nos números. Olhe para eles! Os números têm cores… azul do oceano e do céu, grama verde, um sol amarelo e brilhante. Os números têm textura e paisagem, montanhas, ondas, areia e tempestades. E palavras… sobre Pi e sua jornada. Os números contam uma história”.

O interessante é a abordagem sobre diversos aspectos e um deles que me encanta é sobre a Síndrome de Asperger de uma forma tão suave que se torna encantador e único. A realidade é vivenciada através de aventuras, coincidências inevitáveis durante a jornada. Uma leitura de agradar a todas as idades.

Um outro fator inarrável para mim foi a forma que este livro chegou para mim. Minha colega de quarto tinha me falado dele, me interessei desde do momento que meus olhos observaram na web as gravuras e referencias astronômicas, na qual fazia muito tempo que não me deixava seduzir (pois desde de criança esse tema me fascina).  E um dia desses casuais e frenéticos, o encontro em um embrulho maravilhoso com a dedicatória dela, Obrigada Leidiane Barboza. Me sinto tão lisonjeada, ao escrever aqui sobre os livros: CUJO de Stephen King que ocorre também no Maine, e anteriormente O COLECIONADOR DE LAGRIMAS durante a Segunda Guerrra Mundial, parece até que está tudo inteiramente conectado (risos), ou até mesmo que são apenas continuações.

Enfim, a verdade é que esse semestre letivo entrei em uma overdose de informações e estou bastante entusiasmada para compartilhar…

Obs.: A editora compartilhou uma trilha sonora para o livro. Eu achei extremamente singular, compartilho aqui com vocês:

https://open.spotify.com/embed/user/darksidebooks/playlist/7iZluYie2PFtj47lAGr2i4

Boa Leitura!

O contador Indica.

Título: Em Algum Lugar nas Estrelas, Autor: Clare Vanderpool, Editora:  DarkSide®, Edição: 1a, ISBN: 978-85-66636-83-3, Especificações: 284 páginas.

O CONTADOR LEU: O COLECIONADOR DE LÁGRIMAS, DE AUGUSTO CURY

POR AIRIS VITAL

Quando fui conduzida a lê mais um livro desse nomeado escritor, já presumia os inúmeros questionamentos que se instalaria em minha mente. O curioso foi saber que em meio a um romance ele nos aproxima do Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial, descrevendo minuciosamente detalhes da vida de Adolf Hitler.

Fui agarrada, dilacerada pelos personagens no quadro fictício descrito por Cury. Júlio Verne (professor de História) e Katherine (Professora de Psicologia), são os personagens principais dessa ficção. Imagine um romance que luta pelo presente, passado e futuro da humanidade?! Isso mesmo h-u-m-a-n-i-d-a-d-e, não se trata da realidade apenas dos dois apaixonados e sim da humanidade, pela qual ambos possuem grade apreço e zelo.

Poucas pessoas têm o conhecimento completo das lutas que foram travadas para obtermos os direitos que temos hoje. E esse fato é declarado nas praças, nas salas, nas rodas de conversas informais… que já se tornou comum. Encontramos leis, regimentos e etc, que não conhecemos o que aconteceu para que elas existissem. Deveríamos ser conscientes que, o poder da informação e do conhecimento é o avanço para enxergar as consequências, das nossas escolhas.

Dentre as características que me ganharam neste livro foi, os fatos e ambientes que transmite ao leitor a capacidade de se transportar, para dentro de determinados personagens da história. Um dos relatos que me ganhou nos primeiros capítulos foi um pesadelo de Júlio:

“Durante os minutos que estive presente naquele cenário horrendo, vi famílias inteiras tirarem as roupas passivamente, sem nenhum pedido de clemência. E assim eram fuziladas e atiradas nas valas. […] O pai não se importando com os fuzis dos soldados da SS, abraçou suas duas filhas ao mesmo tempo. Em seguida, beijou a testa da esposa, posteriormente fixou seus olhos no bebê e beijou sua cabeça. Depois beijou e abraçou seu filho de 7 anos, que não sabia o que estava acontecendo por fim, pegou as mãos do garoto de 10 anos e dialogou com ele, um menino que não compreendia as causas, mais sabia que iria ser assassinado. Ele chorava passava suas duas mãos no rosto sem parar”. – Página 39(40)

Às vezes me questiono sobre como as ficções nos atrai, dedicamos horas assistindo filmes, series, livros… conhecendo fatos que sabemos, que não são reais. Mais e as que são? Que tiveram realmente um significado e que ficam esquecidos nos livros de história? Eu entendo que ‘O colecionador de lágrimas’ é o nome dado para aquele que consegue sentir a dor do outro, se sensibiliza e questiona como escreve sua vida e muda, muda para tornar o mundo melhor. Será que somos ou estamos próximo de ser colecionadores de lágrimas?

Uma das descrições de Cury, que se eu pudesse notificava a humanidade, sobre quem era Hitler é a seguinte:

“Nunca pise na cabeça de um derrotado; um dia ele se recupera e se torna uma serpente para envenena-lo. A dor da humilhação é mais penetrante que a física: está se alivia com o tempo, aquela se torna inesquecível”. – Página 192

A capacidade de aderir crianças, líderes políticos e religiosos a favor de suas atrocidades me deu calafrios. E ainda, através do conhecimento das técnicas sofisticadíssimas de manipulação da emoção de uma sociedade que ele não pertencia (era da Áustria e não da Alemanha), devorou sem piedade a alma dos alemães, um dos povos mais cultos do seu tempo, talvez portadores da melhor educação clássica na época.

Indico essa leitura para qualquer pessoa que esteja disposta a conhecer sobre esse terrível holocausto, que queira mergulhar em uma aventura experimental no subconsciente, em busca de está atento a “forjados” representantes políticos . Já que um dos terceiros motivos de Cury em escrever essa história, é fazer o leitor entender que:

“a história pode se repetir de múltiplas formas e com múltiplas roupagens”

Agora é aguardar com ansiedade, o próximo volume. Boa leitura!!!

O contador, Indica 😉 .

Livro: O Colecionador de Lágrimas Editora: PLANETA DO BRASIL  Ano de Publicação: 2013 Edição: 1ª Edição Registro no ISBN: 978-85-422-0008-9 Páginas: 366

SOLIDÃO SOCIAL

por AIRIS VITAL

(Sugiro que antes de continuar a leitura, assista esse vídeo: https://youtu.be/A5xTrg_GZo0)

A opinião no vídeo, por Márcia Tiburi, apresenta a nossa sociedade como individualista com uma adesão estranha ao coletivo, diferente de outras que foram construídas. E que as redes sociais vêm favorecendo o individualismo, já que se vive na ausência de elo, do que é coletivo e individual. Diante de um sistema sócio econômico/político/social que produz subjetividade para que as pessoas se sintam deslocadas e separadas. Ressalta ainda, um ponto positivo de que as redes realizam conexões.

No dia primeiro de março deste ano (01/03/2017), Kéfera uma das primeiras vlogueiras no Brasil a atingir um milhão de inscritos. Expôs um desabafo para os internautas que estava privando de mostrar quem atualmente ela é, para não desagradar o público que a segue, defendendo que em 10 anos todos nós mudamos e antes disso também.

O fato é que estamos fazendo das redes sociais um ambiente de competição para quem recebe mais likes, quem possui mais seguidores… um grito continuo de “me notem por favor”, criando uma falsa ilusão de que estamos envolvidos diretamente com os 10 bilhões de seguidores, que precisamos agradar a todos, abrindo mão de viver a nossa própria vida. Entrando tragicamente em crises existências “qual é minha vida mesmo? E qual eu, estou mostrando? ”, como diz Kéfera Buchmann.

Her: Love In The Modern Age (2013) de Spike Jonze, é um filme de ficção cientifica que relata uma discussão do que é real e virtual, através do relacionamento inusitado entre Theodore (separado recentemente e solitário) e seu Sistema Operacional (Samantha) de alta tecnologia.  Enfim muitos buscam seus reflexos e quando não acham se isolam virtualmente. Não estamos muito distantes de se aproximarmos da realidade do filme, já que nossas navegações ficam cada vez mais personalizadas e as pessoas solitárias.

Ou seja, hoje já se tornou quase um dito popular, disser que a ‘internet aproxima quem está longe e afasta quem está perto’. Olhando os meus ciclos nas redes sociais, percebo cada vez mais que as pessoas tendem a se relacionar com outras acima de 80% de compatibilidade, não possuem paciência para esperar a bateria do celular recarregar, quanto mais lidar com o processo de mudança comportamental em seus relacionamentos.