Todos os posts de Ailton Rodrigues

Técnico em Informática (IFRN) que adora esportes e jornalismo. Sempre disponível para bons papos, além de ser Coordenador de Comunicação do clube de futebol TEC (Tabua Esporte Clube). Agora aluno de Licenciatura em Pedagogia (UFRN)

LETÍCIA E RAFAEL

POR FÁBIO CHAP

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Letícia é racista. Dia desses um homem negro chegou nela na pista da balada. Rafael perguntou se ela estava acompanhada.

Letícia não respondeu nada. Só fez cara de desprezo. Rafael não pediu beijo, não invadiu o espaço dela.

– Não rela em mim, cara.

– Mas não encostei em você, moça. Só tô querendo saber seu nome mesmo.

– Sai daqui, macaco, antes que eu faça uma gritaria.

– Como é que é? Do que você me chamou?

– Olha, tô sem banana na bolsa. Já disse pra você sumir daqui ou eu faço um escândalo.

Rafael não suportou o papel de humilhado. Olhou pro lado, ninguém olhava.

– Vadia! É isso que você é. Uma branquela puta que vem aqui só pra chupar Playboy no camarote.

Letícia se chocou. Note o ciclo que se forma. Note a norma da agressão como funciona. A roda começou no racismo e pouco a pouco ambos estavam num abismo de misoginia.

Rafael deu um puta soco no estômago de Letícia que caiu ajoelhada na pista. As amigas correram na direção dela pra ver o que tinha acontecido. Ver o perigo que ela corria. Rafael sabia que seria punido, optou em correr pra pagar a conta e sumir daquela balada.

Letícia, ainda ajoelhada, apontava pra Rafael e dizia:

– Pega esse filho da puta. Ele me bateu. Pegaaaa esse preto desgraçado, pelo amor de Deus!

As pessoas ao redor estavam chocadas. Um soco no estômago literal e outro figurado. O racismo foi que começou o ciclo e esse seguiu descontrolado rumo à violência contra uma mulher.

No meio da pista as pessoas começaram a fazer vídeos da mulher agredida e ajoelhada proferindo xingamentos racistas, gritando: ‘Filma mesmoo, macacada!’

Dias depois caíram os vídeos na internet; que foram parar na TV. Rafael foi preso uma lanchonete enquanto assistia sua agressão no Datena. A garçonete não teve pena e chamou logo a polícia. Os outros clientes seguraram Rafael, que tentou fugir. Em vão.

Letícia levantou do chão. Havia semanas que aconteceu tudo isso. Mas Letícia, mais que nunca, estava à beira do precipício. Uma amiga indignada disse que a história inteira tava errada. Não só a violência de Rafael, mas também a violência de Letícia que chamou um homem de macaco e o ofereceu banana na pista.

Letícia foi trucidada na internet. Caíram vídeos dela fazendo piadas racistas em festas da faculdade. Se liga só no papo da garota:

– Sabe, o saquinho de supermercado? É branco! O de lixo? É preto!

E se tem uma verdade, uma moral nessa história toda é que vez ou outra a vida é clara em nos mostrar como funciona o ciclo de ódio. Mais desenhado que isso, impossível. Mais perturbador que isso, difícil.

Rafael pegou 4 anos de prisão. Letícia 6 meses e 15 dias. A internet entrou numa catarse comemorando a decisão. Bradavam que, às vezes, a justiça funciona, mas só quando vem à tona a história completa.

Uma coisa é certa: Rafael e Letícia são exemplos da torta visão de que devolver ódio com ódio dá em mais ódio. Essa é a pior equação.

Sabe os racistas? Sabe os agressores? Já é século 21 e eles não passarão.

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PROJETO DA AMJUS ESTÁ SELECIONANDO OFICINEIROS, VEJA COMO PARTICIPAR

POR PORTAL DA AMJUS
SÃO MIGUEL DO GOSTOSO/RN

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A AMJUS está fazendo uma chamada pública voluntária e simplificada para ocupação de três vagas para oficineiros no Projeto Social Ventos de Asa Branca, um projeto a ser realizado pela AMJUS com o patrocínio da Empresa ContourGlobal, nos municípios de João Câmara e Parazinho, microrregião do Mato Grande, no Estado do RN. As vagas são para oficineiros ou instrutores nas atividades Arte Sustentável, Música e Esporte Educacional Inclusivo. Veja abaixo o edital de seleção!

PROJETO SOCIAL VENTOS DE ASA BRANCA

EDITAL DE PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO PARA CONTRATAÇÃO DE INSTRUTORES

A ASSOCIAÇÃO DE MEIO AMBIENTE, CULTURA E JUSTIÇA SOCIAL – AMJUS, torna pública a abertura das inscrições do processo seletivo para Oficineiros nas áreas de Arte Sustentável, Música e Esportes no Projeto Social Ventos de Asa Branca que será realizado nas cidades de Parazinho (um polo) e João Câmara (dois polos, sendo um na sede e um na comunidade do campo de Queimadas), Estado do Rio Grande do Norte.

1 – Das Áreas de Atuação e Vagas

1.1 – Independentemente da área, os oficineiros (instrutores) devem possuir habilidade didática; disponibilidade de horários (serão programados), serem maiores de 18 anos e, preferencialmente, mas não exclusivos, moradores dos municípios de João Câmara e Parazinho.

 

2. Das vagas

 

2.1 – Oficineiro de Arte Sustentável – 1 vaga

Trabalhar atividades relativas ao tema sustentabilidade, colocando o meio ambiente e a sociedade de consumo na pauta corrente.

Criar espaços de vivências aliando a arte do teatro ou do movimento à criatividade priorizando a educação para o reaproveitamento de materiais.

Desenvolver produtos artísticos a partir da temática “elementos da natureza e materiais residuais”, reflexão sobre o meio em que vivemos e o nosso papel diante de tantos desafios ambientais.

 

2.1.1 – Carga Horária:

24 horas semanais – 8h em Parazinho e 16 horas em João Câmara.

2.1.2 – Perfil:

• Ser graduado, ou estudante de cursos nas áreas pedagógicas, das ciências, ecologia, ambientais ou de tecnologias.

• Capacidade para planejamento e avaliação das atividades propostas;

• Noções Básicas de Informática (Office).

 

2.2 – Oficineiro de Esporte Educacional Inclusivo (Capoeira, Judô ou Karatê) – 1 vaga

Trabalhar com crianças, jovens e adolescentes, desenvolvendo atividades de Capoeira, Judô ou Karatê nos três polos do projeto (Dois polos em João Câmara e um polo em Parazinho).

Participar da elaboração e execução da proposta pedagógica, bem como desenvolver projetos e atividades em sua área específica de conhecimento. Colaborar nas ações do Projeto Ventos de Asa Branca e sua integração junto à escola, às famílias e às comunidades.

2.2.1 – Carga Horária:

24 horas semanais – 8h em Parazinho e 16 em João Câmara

2.2.2 – Perfil:

• Graduado ou estudante de Educação Física;

• Ser registrado na Federação de Capoeira, Judô ou Karatê do Estado do Rio Grande do Norte;

• Noções Básicas de Informática (Office).

 

Observação: Só será selecionado um instrutor para uma única das três modalidades esportivas.

 

2.3 – Oficineiro de Música (Violão e Flauta) – 1 vaga

Trabalhar com crianças, jovens e adolescentes na área de música/musicalização, mais especificamente no ensino de violão e flauta.

Proporcionar aos grupos um conhecimento amplo da área, desenvolvendo uma formação abrangente que contemple universos distintos do ensino da música.

Valer-se tanto de oportunidades pedagógicas em sala de aula quanto de manifestações culturais presentes na comunidade a fim de promover um trabalho de conscientização e desenvolvimento de potencialidades humanas.

Colaborar nas ações do Projeto Ventos de Asa Branca e sua integração junto à escola, às famílias e às comunidades.

2.3.1 – Carga Horária:

24 horas semanais – 8h em Parazinho e 16 horas em João Câmara.

2.3.2 – Perfil:

• Possuir domínio dos fundamentos da música, tendo um conhecimento amplo de sua história e de suas principais manifestações em diversas culturas;

• Ter conhecimento avançado do ensino de violão e flauta;

• Elaborar, implantar e dirigir projetos de formação de grupos musicais;

• Coordenar apresentações musicais para grupos diversos.

• Noções Básicas de Informática (Office).

 

Observação: o candidato selecionado deverá ter domínios das duas formas musicais.

 

3 – Das Inscrições

3.1 – As inscrições serão realizadas entre os dias 09 e 15/08/2017.

3.2 – Ao participar do processo seletivo o candidato deverá ter a completa ciência das condições estabelecidas neste Edital, sobre as quais não poderá alegar qualquer espécie de desconhecimento;

3.3 – Para inscrever-se, o candidato deverá:

Enviar Curriculum Vitae para amjus@amjus.org.br.

3.4 – A inscrição ocorrerá mediante o envio do Curriculum Vitae pelo e-mail indicado na cláusula

3.3 (Destacar, se houver, experiências em trabalhos voluntários ou remunerados em projetos e ações sociais, principalmente experiência em atividades com crianças e/ou adolescentes).

3.4 – Não será aceita entrega de Curriculum Vitae ou outra forma de inscrição que não seja por e-mail indicado na cláusula 3.3 deste edital.

4 – Das Contratações

4.1 – O candidato selecionado será devidamente informado (por email), até às 15h do dia 15 de agosto de 2017, para comparecer à entrevista que será no dia 18 de agosto de 2017 (horário e local será confirmado no contato), onde tomará ciência dos procedimentos necessários para a sua contratação.

4.1.1 – A contratação terá o tempo de duração do projeto, previsto para 08 (oito) meses, com remuneração de R$ 1.600,00 (hum mil e seiscentos reais), devendo o candidato ter disponibilidade para atividades nos dois turnos nas segundas, quartas e sextas-feiras, um dia em cada polo, e para os encontros de formação e planejamento.

4.1.2 – Os candidatos que não forem devidamente informados até a data e horário previsto na cláusula 4.1, será por não terem sido selecionados

Quaisquer dúvidas podem ser tiradas pelo e-mail amjus@amjus.org.br.

João Câmara – Parazinho/RN, 09 de agosto de 2017.

Comissão de Avaliação e Seleção

Projeto Ventos de Asa Branca

POR QUE RECÉM-NASCIDOS TÊM UM CHEIRO TÃO GOSTOSO?

POR ANA CAROLINA LEONARDI
EM SUPERINTERESSANTE

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Foto: FamVeld/iStock

É só chegar em uma maternidade para se deparar com dezenas de visitas ansiosas para cheirar os mais novos humanos. Não é só tradição, tipo nunca admitir que um bebê é feio: o cheiro de um recém-nascido existe e seu encanto já foi comprovado cientificamente.

Um estudo internacional, que envolveu pesquisadores da Suécia, dos EUA e da Alemanha, mostrou que mulheres, quando expostas ao cheiro de um bebê nascido a dois dias ou menos, têm uma reação cerebral similar a de usar drogas ou comer algo muito gostoso. O sistema de recompensa no cérebro se ativava com o cheiro até de recém-nascidos desconhecidos, independentemente da mulher ter filhos ou não.

Por que o cheiro gera uma reação tão forte?

O olfato é um dos sentidos mais ricos que possuímos: seu nariz tem até 25 milhões de receptores olfativos únicos, que se combinam para criar uma grande diversidade de cheiros. Mas essas informações podem passar batidas para você – não ficam tão claras quanto a visão e o tato. Por isso mesmo, elas são fortes gatilhos de memória. Um cheiro que você não sabe nem quando sentiu pode, de repente, transportar você a uma lembrança específica ou gerar fortes sensações

LAVE A CALCINHA DA SUA ESPOSA

POR FÁBIO CHAP

Lave a cueca do seu marido. Seja você a esposa ou o marido dele. Use sabão em barra e pendure pra secar ao sol.

Lave a calcinha da sua esposa. Seja você o marido ou a esposa dela. Cuidado com as lingeries mais delicadas, elas demandam cuidado especial pra renda não estragar.

Lave a louça pro seu marido que, hoje, está cansado. Dê-lhe um beijo na testa, recomende que leia um livro e diga que você dará conta do trabalho de casa nessa noite.

Lave a louça pra sua esposa. Ela trabalhou até as 22h, está cansada física e psicologicamente. Foi um dia duro. Uma massagem nos pés vai ajudá-la a relaxar. Por quê não escolhe um jazz e a coloca pra dormir? Não esqueça, depois, de passar aquelas roupas e pendurá-las. As suas e as dela.

O problema não é ela lavar a cueca. O problema é quando ele não lava a calcinha. O problema não é ela lavar a louça até deixar a pia brilhando. É ele achar que a pia é pra ela e lavar o carro é pra ele. O problema é ele achar que tem que receber comida quentinha na mão, mas nunca revezar, ir buscar o pão e passar a manteiga pros dois, não só pra ele.

Um casal hétero ou homossexual precisa dividir todas as tarefas. Companheirismo não é só sonhar junto que quer visitar a Europa, viajar de balão, é entender que aqui onde se vive tem muito a se fazer. Muito o que se ajudar. Duas boas cabeças e duas pessoas de atitude e iniciativa se ajudam mutuamente. Crescem e voam mutuamente.

Lave a cueca do seu marido. Lave a calcinha da sua esposa. Um casal bem sucedido se ama, se lava, se cresce, se cria, se recria e o principal de tudo: se ajuda a viver e a ser feliz. 

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[fábio chap]

ESTÃO ABERTAS AS INSCRIÇÕES DA 4ª MOSTRA DE CINEMA DE GOSTOSO

Obras poderão ser inscritas até o dia 22 de agosto pelo site do evento.

POR AILTON RODRIGUES
NATAL/RN

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A organização da 4ª Mostra de Cinema de Gostoso anunciou nesta última quarta-feira (02) que as inscrições dos filmes longas e curtas metragem estão abertas e vão até o dia 22 de agosto.

Todo o procedimento deve ser realizado mediante preenchimento de ficha no site do evento, o anúncio dos selecionados apesar de ainda não ter data confirmada deverá acontecer em meados de outubro. A curadoria será realizada por produtores da HECO Produções e pelos alunos das oficinas de audiovisual.

No ano passado a  Mostra de Cinema de Gostoso não foi realizada devido a falta de patrocínio, porém o número de inscrito já havia batido o recorde: 704 filmes de todos os estados do país. Em 2017, o evento já conta com o apoio do BNDES, mas de acordo com o coordenador geral, Eugênio Puppo, a realização desta edição ainda não está totalmente garantida, porém já ganhou data e será de 17 à 21 de novembro.

Nós continuamos de olho (e com dedos cruzados) na Mostra de Cinema de Gostoso!

8 JEITOS DE PROMOVER O EMPODERAMENTO FEMININO DESDE A ALFABETIZAÇÃO

POR MARA MANSANI
BLOG DA ALFABETIZAÇÃO, NOVA ESCOLA.

 

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Leitura são bons momentos para incentivar a tolerância.

 

Acho que nunca ouvimos falar de tantos casos de violência e discriminação contra as mulheres como nos dias atuais. É preciso dar um basta nessa vergonha! E todos nós, educadores, temos que abrir o diálogo e, principalmente, desenvolver boas práticas em nossas escolas que garantam a equidade e empoderem nossas meninas. Paulo Freire sabiamente dizia que “a Educação liberta”.

Foi em minha casa, no seio de minha família, que aprendi que todos precisam e merecem ser respeitados, mas foi na escola que isso se fortaleceu em mim. Justamente nela, em que muitas vezes se disseminam ideias como “meninas não são para a área de exatas”, “meninas são fofoqueiras”, “meninas são frágeis e os meninos, fortes” etc. Esse tipo de discriminação se apresenta em coisas aparentemente sem importância, como as cores de capas de cadernos ou de uniformes, em grupos de estudo onde os garotos não se misturam com as garotas.

Como alfabetizadora, me esforço constantemente para combater esse tipo de segregação. E todos os anos, durante a semana do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, promovo diversas atividades que valorizam a participação da mulher na sociedade. O intuito é levar as crianças a refletirem, desde pequenas, sobre comportamentos e atitudes em relação ao problema.

Vou contar a vocês um pouco dessas práticas que venho desenvolvendo ao longo desses anos e que podem servir de inspiração:

  1. Explore biografias de mulheres que fizeram a diferença

A cada ano, pesquiso e amplio a minha lista de mulheres maravilhosas, que inclui nomes como Carolina Maria de Jesus, Zilda Arns, Chiquinha Gonzaga, Irmã Dulce, Maria da Penha, Malala, Luiza Mahin e muitas outras, sem contar as que fazem parte da comunidade escolar. É sempre emocionante descobrir com os alunos que essas mulheres inspiradoras fazem parte da nossa vida, mas muitas vezes suas histórias são ignoradas. Com biografias, que são textos informativos, pode-se explorar a leitura e interpretação de texto, a escrita de listas de nomes ou produções no formato “Você sabia?”.

Certa vez, uma turma de alunos do 2º ano produziu um pequeno vídeo com a história de dona Ifigênia, matriarca e líder quilombola do Cafundó, aqui em Salto de Pirapora, no interior de São Paulo. Depois de editado, ficou mais ou menos como um programa de TV, que editamos facilmente no computador (na internet, há muitos programas gratuitos para isso).

  1. Faça um painel de imagens sobre mulheres

O tema desse painel temático também pode girar em torno dessas grandes figuras, mas também de profissões que eram tidas como masculinas e que as mulheres vêm exercendo, entre outros enfoques possíveis. Pode-se escolher figuras e produzir legendas em duplas, primeiro com o uso de letras móveis e depois, com as intervenções do docente, no papel. O painel pode ser exposto para toda a escola.

  1. Organize rodas de conversa sobre o tema

Faça uma lista com questionamentos que possam abrir um debate:  quais são as brincadeiras consideradas de meninas e de meninos? Menino chora? Em casa, quais são as tarefas das mulheres? Facilite a conversa exercendo o papel de mediadora e procure estimular a participação de todos. Além disso, prepare-se antes para intervir. Se possível, traga informações e dados sobre os assuntos debatidos.

Fiz muitas vezes essas rodas temáticas com crianças, mas também com os alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA), explorando o papel da mulher e do homem nas famílias e a Lei Maria da Penha. Posso dizer que as rodas de conversa pegavam fogo!

  1. Escolha livros que discutam o papel da mulher

Muitas obras que exploram esse tema podem ser trazidas para a sala de aula. Sugiro algumas que já utilizei:

  • Malala – A menina mais corajosa do Mundo, de Viviana Mazza
  • O diário de Anne Frank, de Anne Frank
  • Menina bonita do laço de fita, de Ana Maria Machado
  • O cabelo de Lelê, de Valéria Belém
  • Ceci tem pipi?, de Thierry Lenain
  • O diário de Zlata – A vida de uma menina na guerra, de Zlata Filipovic
  • Tudo bem ser diferente, de Todd Parr
  • Frida Kahlo para meninas e meninos, de Nadia Fink
  1. Leve músicas de cantoras brasileiras

Exploro sempre a obra de nossas grandes cantoras e compositoras, que são a prova viva da capacidade artística das mulheres. Chiquinha Gonzaga, Nara Leão, Adriana Calcanhoto e outras artistas levam a turma a cantar e dançar!

  1. Proponha a escrita de cartas

Vale propor que a turma escreva cartas para as mulheres que são importantes em suas vidas ou que queiram homenagear. Essa é mais uma maneira de envolver, em uma atividade de produção de texto, uma atitude de valorização das mulheres. É sempre muito emocionante, para mim, ver o que as crianças escrevem para mães, avós, tias e tantas outras.

  1. Elabore atividades de entrevista

É outra maneira interessante de abordar o assunto. Peça que os alunos realizem entrevistas com as mulheres que se destacam na comunidade escolar. Na alfabetização, sou a escriba que, junto com os alunos, redige as perguntas a serem feitas à entrevistada – sempre escolhida pela turma. A entrevista pode ser gravada.  Eles adoram, se sentem verdadeiros jornalistas e aprendem muito com a experiência de vida dessas mulheres! Com os alunos de um 1º ano, certa vez, entrevistamos a merendeira da escola e foi um sucesso.

  1. Leve filmes

Alguns longas-metragens, inclusive de animação, além de divertidos, rendem boas discussões sobre o protagonismo das mulheres. Entre os vários títulos que exibo aos meus alunos pequenos, sugiro os seguintes:

  • Matilda, (Danny DeVito, 1h42)
  • A menina e o porquinho
  • Mulan (Tony Bancroft e Barry Cook, 1h28)
  • A viagem de Chihiro (Hayao Miyazaki, 2h05)

A última sugestão que deixo para vocês é que conheçam um projeto muito especial, o Mulheres Inspiradoras, coordenado pela professora Gina Vieira Ponte de Albuquerque. Desenvolvido em uma escola pública de Ceilândia, conquistou diversos prêmios, entre eles o Prêmio Ibero-Americano de Educação em Direitos Humanos “Óscar Arnulfo Romero”, promovido pela Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI), e foi um dos destaques da reportagem de capa de NOVA ESCOLA de setembro de 2016. Essa maravilhosa professora transformou sua prática pedagógica em uma ferramenta potente de transformação da vida de suas alunas e alunos. Uma iniciativa realmente inspiradora!

E vocês, queridos professores, contem aqui nos comentários como vêm sendo tratada a questão das mulheres e da equidade em suas escolas!

Ah, e antes de encerrar, quero dar os parabéns a todos educadores que promovem a equidade em suas escolas e deixar um beijo especial a minha mãe Rayld, por sempre me ensinar a lutar pelos meus direitos e pelos direitos de todos!

Um abraço,

Mara Mansani

“REALIZAÇÃO DA MOSTRA DE CINEMA DE GOSTOSO AINDA NÃO ESTÁ GARANTIDA”, DIZ ORGANIZADOR

Em entrevista ao Contador de Causos, Eugênio Puppo disse que apesar do projeto ter sido aprovado pelo BNDES ainda não há garantia total da realização do evento.

POR AILTON RODRIGUES
SÃO MIGUEL DO GOSTOSO/RN

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Idealizadores da Mostra de Cinema de Gostoso, Matheus Sundfeld e Eugênio Puppo. (Foto: Aline Arruda)

Eugênio Puppo, um dos organizadores gerais da Mostra de Cinema de Gostoso, deu uma declaração contundente ao Contador de Causos nesta última sexta-feira (28). Ele afirmou que apesar do projeto ter sido apoiado pelo BNDES a sua realização ainda não está 100% garantida.

Puppo recebeu o Contador em Hamburgo, na Alemanha, onde está a trabalho já faz um mês e disse que está muito feliz pela notícia do apoio da BNDES, mas ainda não há a certeza se apenas o apoio da instituição será o suficiente para que a 4ª edição da Mostra possa ser realizada:

“Sim, ganhamos o edital do BNDES para a quarta Mostra de Cinema de Gostoso, porém ainda não sabemos se o valor do patrocínio que irão nos dar será o suficiente para fazermos a Mostra. Nas edições passadas conseguimos realiza-las sempre com o patrocínio de três, quatro empresas”, declarou.

Ainda na entrevista, o organizador enfatizou que o projeto da Mostra requer o fundamental apoio da prefeitura municipal e de empresas privadas para que toda a programação seja de ótima qualidade e atenda a demanda de público que é atraída pelo evento:

“Realizar o projeto da Mostra não é simples nem barato, tem um custo considerável e como todos sabem não abrimos mão da qualidade como projeção de som e imagem, além de diversos eventos paralelos que realizamos. Sem falar que convidamos diversos jornalistas de cultura e turismo, diretores, atrizes e atores. Haja visto que ano passado cancelamos pois tínhamos uma verba insuficiente”, disse.

SOBRE A MOSTRA DE CINEMA

mostra 2014
Mostra de Cinema de Gostoso entrou para o calendário do estado. Na foto a edição de 2014.

A Mostra de Cinema de Gostoso já teve três edições realizadas, sempre foram um sucesso e atraem centenas de pessoas para o município de São Miguel do Gostoso. Durante a preparação para a quarta edição do evento em 2016, um grande patrocinador desistiu de apoiar o evento nas vésperas da abertura, com isso a Mostra foi cancelada.

Nas três edições foram exibidas 159 obras de 16 estados. Além disso, houve uma rotatividade de aproximadamente 1000 espectadores por noite em cada Mostra Competitiva que aconteceu sempre na Praia do Maceió.

O Contador cobriu com exclusividade duas edições, a primeira edição foi acompanhada de forma impressa pela Revista Guajirú.

COLETIVO NÓS DO AUDIOVISUAL

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Coletivo Nós do Audiovisual.

O grupo formado por jovens de São Miguel do Gostoso vem sendo trabalhado desde 2013, através das oficinas de técnicas em audiovisual com profissionais de São Paulo, do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Norte, com amplo conhecimento na área.

O resultado desse trabalho foi a produção de 7 filmes curta metragem que vinham rodando em festivais e mostras pelo Brasil e levando alguns prêmios como no Festival da Paraíba no ano passado.

 Veja alguns trailers das obras gostosenses:

Nós continuamos de olho. Até qualquer hora!