O CONTADOR LEU: O DIARIO DE ANNE FRANK de Mirella Spinelli

por AIRIS VITAL

Desde de moleca ouvia através de algumas fontes históricas educacionais, sobre duas personalidades femininas infanto-juvenis que me encantava, Malala e Anne Frank. Para mim são as meninas mais inspiradoras, pois buscava ser a diferença que precisava no mundo delas. Hoje vou falar minhas emoções sobre Anne.

Confesso que sou um tipo de ‘serzinho’ que não cresceu na cultura de comprar livro, mais que ama tê-los por perto, (risos). Então depois de saber que Anne tinha escrito um diário, passei a procurar em cada biblioteca, varria cada estante e a única em que encontrei, não pode levar para casa. Me contentei, apenas com o filme, de Alberto Negrin, mas para uma amante da leitura, nada a emociona mais do que lê as anotações de quem você admira.

O fato é, que fui surpreendida por Iaslan Nascimento, quando trouxe até mim a história dela em um livro em quadrinhos. Como eu não tinha pensado antes?! Certo que é uma história muito pesada, mais posso conta-la de uma maneira mais acessível, e como diz o portador do Museu Anne Frank “nem todo mundo vai ler o diário. Um formato não exclui o outro”.

Nossa que garota cheia de autonomia com apenas 13 anos de idade, tão admiradora dos livros, observadora, proativa, corajosa, apaixonada pela vida, e preocupada em anotar uma série de fatos que tenha importância para os leitores. Uma das coisas mais surpreendentes é como ela transforma seu diário em uma amiga, nomeando-o de Kitty. Isso demostra o quanto era dotada de criatividade, imagino a grande escritora que ela seria se não tivesse morrido aos 15 anos de idade, mesmo com pouco conhecimento já possuía uma base única de conhecimento.

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Ressaltando em suas anotações sobre conquistas, amizades, sonhos, desafios familiares, ciúme, medo e tantos outras questões que nos afligem ao longo do nosso desenvolvimento humano. Que muitas vezes nem somos capazes de externar, ela transmitir com tanta facilidade que acaba sendo inspirador você manter sua personalidade, nem que seja no papel para que não se perca ao longo dos anos e alguém ao encontrar, não venha se sentir sozinho por reprimir determinado comportamento incomum no meio social. Isso é o que senti ao lê suas impressões sobre sua realidade.

Esta HQ sem dúvida é um livro que estimula o conhecimento dessa surpreendente judia e o seu relato simbólico durante a perseguição que os nazistas causaram na Segunda Guerra Mundial e sua barbárie no campo de concentração. Ao refletir sobre o vi (filme) e li (HQ) tive uma perspectiva de fatores secundários, focados em análises “bem-humoradas e inteligentes”, durante a luta da sobrevivência diária de sua família e amigos.

Inclusive para quem gosta de leituras rápidas, leve, de traços que emerge a uma dualidade entre a época e a atualidade, ele  transmiti a peculiaridade em seu texto que apresenta a complexidade da guerra, mas também da natureza humana que ‘amadurece’ em meio a anseios e conflitos sociais. Mantendo a confiança na humanidade, mesmo quando se vive em um ambiente de terrorismo e medo, mantem-se uma esperança no sublime.

O contador, Indica! 😉

Livro: O DIÁRIO DE ANNE FRANK em quadrinho Texto Original: Het Achterhuis Dagboekbrieven 12 Juni 1942 – 1 Augustus 1944.  Editora: nemo. Ano de Publicação: 2017 Edição: 1ª Edição ISBN: 978-85-8286-336-7 Páginas: 96.

 

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