OPEN GOSTOSENSE DE KARATÊ FOI UM SUCESSO, MAS RENDIMENTO DA AGOKS CAI

Em oito horas de competição os atletas da casa viram os visitantes se saírem melhor no divertido evento realizado em São Miguel do Gostoso.

POR AILTON RODRIGUES
SÃO MIGUEL DO GOSTOSO/RN

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Trofeus do Open de karatê.

Neste último sábado (12) a Associação Gostosense de Karatê Shotokan (AGOKS) realizou a segunda edição do Open Gostosense de Karatê que aconteceu no Ginásio Poliesportivo “Carlitão”.

O evento reuniu atletas dos municípios de Natal, Mossoró, Tangará, além das pratas da casa que, como é tradição, foi a maior delegação do Open, mas o desempenho caiu em relação ao ano passado. Para ilustrar, em 2015 a AGOKS foi campeã no quadro geral de medalhas, nesta edição acabou ficando em terceiro.

Vejamos os destaques do evento:

CERIMÔNIA DE ABERTURA

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Também teve dança na abertura do Open.

A Cerimônia de Abertura do Open teve um atraso considerável, mas nada que desanimasse aos espectadores que compareceram em grande número nas arquibancadas do Carlitão.

Após a entrada das oito delegações: AGAPTO (Tangará), Instituto Shiai (Natal), EIE (Natal), Clube H2 (Mossoró), Instituto Wilson Ribeiro (Mossoró), Espaço GP (Natal), Instituto Budô (Natal) e AGOKS (São Miguel do Gostoso) ainda houve a execução do Hino Nacional Brasileiro na bela voz de Taiza Miranda e uma apresentação de balé realizada por um grupo local.

BOM PÚBLICO E ANIMAÇÃO NAS ARQUIBANCADAS

A população se fez presente durante toda a maratona de oito horas do evento, principalmente os familiares dos atletas que lotaram o Carlitão. Com gritos de incentivo e muitos aplausos a categoria kumite e tira-fitas foi o destaque.

PRESENÇA ILUSTRE

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Presidente da CBK cede entrevista ao Contador.

Luiz Carlos Cardoso é o atual presidente da Confederação Brasileira de Karatê (CBK) e ele decidiu, no meio da sua volta da cidade de Fortaleza, dar uma passadinha em São Miguel do Gostoso. Ele ainda deu uma palavra com o Contador e falou sobre a importância de projetos como a AGOKS para o karatê nacional:

“A importância de qualquer projeto social, independentemente de onde ele esteja, até porque a finalidade de um projeto não é onde ele está, mas aonde ele pode chegar. Quando você me diz que um projeto como este rendeu uma ou mais medalhas em um Brasileiro eu não vejo apenas esta medalha, mas tudo o que está por trás dela, todo o suporte, a quantidade de atletas que este projeto tem e que vão se espelhar nessas medalhas conquistadas”, disse Luiz Carlos.

DESEMPENHO ABAIXO DA MÉDIA

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AGAPTO de Tangará foram os campeões gerais do Open.

Os atletas da AGOKS tiveram um desempenho abaixo da média, além de ficar em terceiro lugar na classificação geral, os atletas não mostraram uma postura como no ano anterior e os visitantes se deram bem. Pela manhã os pequenos de até 12 anos foram melhores do que os “grandões” da tarde.

O primeiro lugar no quadro de medalhas ficou com a AGAPTO. A equipe de Tangará mostrou desde o início da competição que seria osso duro de roer, além disso, foi a segunda maior delegação a vir e trouxe uma torcida barulhenta. O segundo lugar ficou o Instituto Budô de Natal.

OS MEDALHISTAS DO BRASILEIRO E UNIVERSITÁRIO

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Larissa Rodrigues disputa o bronze com Edmilza Karla.

Os tão esperados medalhistas brasileiros e universitários não foram bem nas suas lutas e ganharam apenas medalhas de prata e bronze.

Larissa Rodrigues perdeu a primeira luta para Pâmela da AGAPTO e na sequência na disputa pelo bronze ela conquistou a medalha após protagonizar uma bela luta com Edmilza Karla que só foi decidida pelos juízes depois do embate acabar em 3 a 3. Por sua vez, Abison Mateus não conseguiu se dar bem no kumite e no kata perdeu a chance de ouro logo na primeira rodada. Assim como Wanderson Silva que também perdeu em ambas as categorias, mas ainda levou um bronze.

Confira a luta do bronze entre Larissa Rodrigues x Edmilza Karla na categoria kumite:

PALAVRAS DO SENSEI

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Mesa da Cerimônia de Abertura do Open.

Cristiano Nunes, o sensei da AGOKS, deixou uma mensagem para o Contador falando sobre o seu balanço do Open, veja:

“Sobre o Open, para mim foi um vento bom, bem organizado e sobre o desempenho dos atletas foi até esperado porque vinhamos de uma crescente com um objetivo de chegar até São Paulo e os demais não tinham tanta experiência. Percebi que faltou um pouco de orientação técnica, já que algumas derrotas foram por detalhes.

Nosso grande objetivo agora é a seletiva de fevereiro que será em Pernambuco, vamos focar nisso e assim possamos apagar esse mau desempenho, que na verdade não foi mau desempenho, mas um terceiro lugar. Iremos continuar a crescente da AGOKS”, disse Cristiano.

O Contador segue de olho nessa turma da AGOKS. Até qualquer hora!

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