PRA CABRA NENHUM BOTAR DEFEITO

QUARTO DIA: Mostra de Cinema tem dia marcado por encanto nas obras nordestinas e pela marca conquistada de 50 horas de programação.

Marina Não Vai à Praia (MG) de Cássio Pereira
Marina Não Vai à Praia (MG) de Cássio Pereira

A Mostra de Cinema de Gostoso já tinha o que comemorar, mas ganhou um motivo a mais para concluir a festa nesse último domingo (16), isso porque a programação entre debates e sessões bateu a marca de 50 horas.

Além disso os filmes que mais chamaram a atenção do público foram os nordestinos, que já vem recebendo elogios pelo avanço significativo na construção das suas obras. Na Mostra Panorama além de todos os maravilhosos curtas, foi o único longa da tarde, chamado “Tatuagem”, que roubou a cena. O pernambucano Hilton Lacerda retratou a realidade da arte em meados de ditadura militar com direito a polêmica e tudo.

A noite na Mostra Competitiva o público foi imerso em cinco grandes obras de três estados (Pernambuco, Minas Gerais e Rio Grande do Norte). “Marina Não Vai a Praia” foi singelo ao ter como protagonista uma menina com síndrome de down e o detalhe é que ela chegou a falecer depois da obra finalizada, causando comoção na leitura da dedicatória do curta. Na sequência, o enigmático “Deserto Azul” que tem cenas gravadas no deserto do Atacama no Chile.

Já na segunda sessão da noite tivemos o curta potiguar “O Menino do Dente de Ouro” que retratou o despertar da adolescência em um menino por meios um tanto ilegais. No “Poeira de Prata no Escuro do Quarto” foi revelado que é importante ter um sorriso no rosto.

No fechamento da noite, o ápice com o longa “A História da Eternidade” que já vinha com o detalhe de ter a maior duração desta edição da mostra com 120 minutos, e simplesmente encantou o público fazendo mergulhar no sertão pernambucano carregado de crenças, preconceitos e músicas maravilhosas.

Outro grande detalhe do filme é a qualidade da fotografia que de maneira impar colocou o espectador na realidade nordestina, méritos ao diretor de fotografia Beto Martins. Ele disse em entrevistas anteriores que havia se inspirado nas cores das pinturas de Caravaggio, do século XVI.

A Mostra de Cinema está transformando a rotina das pessoas em São Miguel do Gostoso e o Contador de Causos está junto para contar a você todas essas histórias.

Até a próxima!

Por Ailton Rodrigues

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